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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

21/07/2017 10:23

Justiça intima Olarte e servidor suspeito de vazar dados para audiência

Outras três pessoas também foram convocadas para comparecer no TJ em 14 de setembro

Mayara Bueno
Sede do TJMS, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.(Foto: Marcos Ermínio/Arquivo).Sede do TJMS, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.(Foto: Marcos Ermínio/Arquivo).

O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) initimou o ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, além do oficial de justiça Mauro Lino Alves Pena, apontado como “espião” do ex-chefe do Executivo municipal.

Denunciado pelo MPE (Ministério Público Estadual), o servidor teria repassado informações sigilosas para Olarte por meio do Whatsapp, ligações e também pessoalmente. Conforme consta no processo, a audiência foi marcada para 14 de setembro, às 16 horas.

A direção de informática deverá fornecer a relação com todos os acessos de Mauro Lino no sistema do Tribunal de Justiça, com data, hora e números dos processos visualizados pelo servido de 1º de setembro a 31 de outubro de 2015.

Ainda segundo os autos, as testemunhas que deixarem de comparecer, sem motivo justificado, serão conduzidas até o local e responderá pelas despesas do adiamento.

Além das intimações, o TJ pede a indicação de demais testemunhas, por parte do MPE e dos próprios intimados, cuja lista deve ser apresentada pelo com 15 dias de antecedência dos depoimentos.

A audiência será realizada no Fórum, localizado na Rua da Paz, 14, 3º andar - Bloco I, Jardim dos Estado.

Caso - Conforme denunciou o MPE (Ministério Público Estadual), Mauro Lino, que trabalha como oficial de Justiça, teria vazado informações sobre a Operação Coffee Break ao ex-chefe do Executivo municipal em 2015.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) apurou que o servidor, que também era chamado de “Goleiro”, repassava informações sigilosas para Olarte por meio do WhatsApp, ligações e também pessoalmente.

Na denúncia, o promotor Alexandre Pinto Capiberibe citou que o funcionário da Justiça e Olarte marcavam encontros numa padaria, no Mercado Municipal e em estacionamentos. Lino também ia até no gabinete para repassar informações sobre os pedidos de busca e apreensão, condução coercitiva e afastamento do cargo feitos pelo Gaeco contra o ex-prefeito.

Matéria alterada para correção de informação às 16h15.



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