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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

04/05/2016 17:30

Leitura de relatório já dura três horas e reforça denúncias contra o Cimi

Michel Faustino e Antonio Marques
Deputado Paulo Corrêa (esquerda) e a deputada Mara Caseiro, presidente da comissão (esquerda) durante leitura do relatório. (Foto: Marcos Ermínio)Deputado Paulo Corrêa (esquerda) e a deputada Mara Caseiro, presidente da comissão (esquerda) durante leitura do relatório. (Foto: Marcos Ermínio)

A leitura do relatório preliminar da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Cimi (Conselho Missionário Indigenista), iniciada por volta das 14h30 desta quarta-feira (04), já dura pouco mais de 03h e reforça as denúncias de que a entidade teria participação direta e indireta nos conflitos por terras envolvendo indígenas em Mato Grosso do Sul.

O documento de 218 páginas, contém dados, depoimentos e informações colhidas durante os trabalhos da comissão. Até o momento pouco mais de 100 páginas foram lidas.

No intervalo da sessão, o relator da CPI, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), reiterou que o documento traz elementos suficientes que comprovam a participação da entidade nas invasões no Estado.

Conforme o deputado, foi comprovado que a entidade subsidiava tais ações, inclusive financeiramente na compra de equipamentos utilizados pelos indígenas em eventuais conflitos.

Corrêa ressalta que, ao fim, deve pedir o indiciamento de várias pessoas, por incentivo e financiamento de invasões no Estado. Ele reitera que os parlamentares têm até a próxima terça-feira, dia 10, para colocar o relatório em votação.

O deputado Pedro Kemp (PT), integrante da comissão, foi um dos únicos a se manifestar. Ele disse que deve apresentar um voto separado questionando as informações contidas no documento.

O relatório será encaminhado para Polícia Federal, MPE (Ministério Público Federal), MPF (Ministério Público Federal), AGU (Advocacia-Geral da União) e Presidência da República. A presidente da CPI, a deputada Mara Caseiro (PSDB), já adiantou que existem provas suficientes de que o Cimi incentiva e financia invasões no Estado, promovendo, segundo ela, a "guerra no campo", entre indígenas e produtores rurais.

A CPI do Cimi é composta pelos deputados Mara Caseiro (PSDB), Paulo Corrêa (PR), Marquinhos Trad (PSD), Onevan de Matos (PSDB) e Pedro Kemp (PT). Desde o começo dos trabalhos gerou polêmica, já que a bancada do PT queria "barrar" a investigação, alegando que a comissão não queria encontrar "culpados" para o conflito no campo.



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