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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

22/08/2011 12:15

Livro sobre Lúdio Coelho traz lembranças e histórias de 40 anos de amizade

Aline dos Santos
Lúdio e o inseparável chapéu na capa do livro lançado em Campo Grande. (Foto: Fernando Dias)Lúdio e o inseparável chapéu na capa do livro lançado em Campo Grande. (Foto: Fernando Dias)

Tido como o ano que não terminou, 1968 é o ponto de partida para a narrativa de “Lúdio Coelho: uma história de vida”, lançado em Campo Grande.

“O livro começa em 1968, quando conheci o Lúdio. Ele era superintendente do banco Financial e eu vice-diretor do Condepe”, conta Lourival Fagundes, de 72 anos, autor da biografia afetiva sobre o ex-prefeito de Campo Grande e senador da República.

A longa amizade, sendo 35 anos de parceria profissional, é o fio condutor da narrativa. Resgatando histórias do político atinado, do empresário pioneiro e do amigo engraçadíssimo.

A capacidade política do homem formado na “universidade da vida prática” despertou a atenção de Lourival. “Estudei em bons colégios, fiz faculdade de economia. Mas era um analfabeto político”, conta.

Já Lúdio, que havia disputado o governo do Estado, foi o ungido do governador Wilson Barbosa Martins para administrar a Capital do Estado. “Isso foi em 1983. Todo mundo achou que ele ia ser um fiasco, ia dar com os burros n’água. Mas se transformou na grande surpresa política do Estado”, relata.

O pendor para a política era reflexo dos conselhos do pai Laucídio Coelho, que lhe dizia que todo homem de bem deveria participar das decisões. “Ele recuperou as finanças da prefeitura, melhorou os salários dos servidores, fez reforma administrativa, implantou curso de capacitação dos funcionários”, elenca Fagundes, que assumiu secretaria de Planejamento.

Para o amigo, o sucesso político é atribuído ao caráter de Lúdio. “Ele não tinha duas caras. Dizia que o político não podia mudar a forma de agir pelo fato de ser político”.

Uma dos acontecimentos que não sai da lembrança do autor foi a ajuda prestada a uma mulher viúva, mãe de três filhos, que morava em uma casa caindo aos pedaços no bairro Nova Lima. “Eles não tinham nada para comer. Era horrível”.

O então prefeito comprou uma casa, arrumou emprego para a mulher e vagas na creche para as crianças. “Depois de um tempo, voltamos lá. Ela chorou, o Lúdio também chorou. Tem coisa mais bonita do que isso?”. A Fagundes, restou o pedido de não comentar o que fez pela família com ninguém.

Apesar do sucesso à frente da prefeitura, para a surpresa geral, não disputou o governo do Estado.

Um caboclo em Brasília – O chapéu na cabeça e os hábitos simples ajudavam na identificação entre o povo e o político. “Ele agia como se fosse um caboclão daqueles bem atrasados”, lembra.

Mas as ideias permitiam que o senador Lúdio travasse animados debates com o ministro da Fazenda ou o presidente. “Ele sabia tudo de dinheiro. Era cada conversa com o Pedro Malan. O Fernando Henrique Cardoso adorava conversar”, relata. Lúdio foi senador entre 1995 e 2003. O prefácio do livro foi escrito pelo ex-presidente.

“O Lúdio não disputou outras eleições para não ter que comprar voto”. Ele disse que a política estava mudando e, como não pretendia roubar, não via razão em pagar R$ 15 milhões para ser senador.

Conquistador – Nas 280 páginas, também há relatos de amigos e histórias. “Tem algumas engraçadíssimas. Outras, nem posso contar”, afirma o autor. Uma delas foi contada pelo ex-deputado federal Rubens Figueiró.

“Eles eram garotos de uns dez anos e o Lúdio roubou uma namorada dele na época do colégio e o Figueiró não esqueceu”, conta Fagundes, rindo do estilo conquistador do jovem Lúdio. A publicação também traz registros fotográficos, como o encontro com Pelé e o papa João XXIII.



Grande Fagudes,
Você conseguiu sintetizar tão bem as passagens mais interessantes da vida de um homen "interessante" e sábio, que foi Lúdio Martins Coelho. Homen simples, correto que ficou rico com o suor do seu próprio trabalho. Virou político com a convicção de que suas ações poderiam contribuir para melhorar a vida da sua gente, daqueles que confiavam na palavra do seo Lúdio.
Agradeço a Deus a oportunidade que tive de juntamente com você, Dr. Fagundes, colaborar, como secretário de Cultura Esporte e Turismo - SEMCE de Campo Grande na gestão do prefeito Lúdio Coelho onde aprendemos que : "Na administração pública é igual em nossa casa, na nossa família, nunca devemos gastar mais do que arrecadamos, salvo em uma necessidade extrema como o casamento apressado da filha ou mesmo o funeral de alguém da família".
Parabéns e um grande e fraternal abraço.
 
Wilton Paulino Jr. em 23/08/2011 09:49:05
Amigo Fagundes; Aqui da minha queriuda Paranaiba, tive a oportunidade de tomar conhecimento de sua feliz iniciativa de resgatar a vida política de LÚDIO COELHO, publicando sua biografia. Realmente de há muito Mato Grosso do Sul prescindia de uma obra deste quilate, principalmente quando relata a vida de uma das personalidades mais íntegra deste Estado, e que tive a oportunidade, como Deputado Estadual em 1983, ajudar a elegê-lo Prefeito da nossa Capital. Com aquela minha decisão, contribui de forma extraordinária para que Campo Grande tivesse um excelente Prefeito e Mato Grosso do Sul um político de extraordinária envergadura. Meus parabéns e felicidades.
 
Daladier Agi em 22/08/2011 07:18:29
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