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Política

MDB não vai retirar pré-candidatura ao governo para apoiar PSDB, diz Marun

Ex-ministro descartou hipótese de André Puccinelli sair da disputa e apoiar Eduardo Riedel

Por Adriel Mattos | 26/05/2022 12:43
Marun será um dos palestrantes de fórum sobre Rota Bioceânica. (Foto: João Garrigó/Divulgação)
Marun será um dos palestrantes de fórum sobre Rota Bioceânica. (Foto: João Garrigó/Divulgação)

O ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, descartou nesta quinta-feira (26), a possibilidade do MDB retirar a pré-candidatura do ex-governador André Puccinelli ao governo de Mato Grosso do Sul para apoiar o postulante do PSDB, o ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel. A declaração foi durante o 1º Fórum Integração dos Municípios do Corredor Bioceânico, na Assembleia Legislativa.

Ontem, quarta-feira (25), o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, disse em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo que o partido só apoiará a senadora Simone Tebet (MS) na disputa à Presidência da República se o MDB desistir de Puccinelli e apoiar Riedel.

Membro da Executiva Nacional do MDB, Marun garantiu que a legenda não vai abrir mão da pré-candidatura. “Não há a possibilidade da retirada da pré-candidatura, segue como está em Mato Grosso do Sul. Respeitamos o PSDB, mas teremos duas candidaturas diferentes”, afirmou.

O ex-ministro, que também foi conselheiro da Itaipu Binacional, disse que recebeu apoio do presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), para manter Puccinelli na disputa. “É definitiva [a pré-candidatura], tivemos a aquiescência do Baleia, serão candidaturas separadas ao menos no primeiro turno”, concluiu.

Ex-ministro mostrou aos jornalistas mensagem do presidente nacional do MDB garantindo candidatura própria em MS. (Foto: Adriel Mattos)
Ex-ministro mostrou aos jornalistas mensagem do presidente nacional do MDB garantindo candidatura própria em MS. (Foto: Adriel Mattos)

Condições – Araújo citou três fatores para que os tucanos endossem o nome de Simone. O primeiro já foi cumprido ontem, quando o MDB confirmou a pré-candidatura da senadora.

O segundo é incluir o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PSDB-RJ), no processo de elaboração do programa de governo. E o terceiro é desistir de três pré-candidaturas emedebistas a governos estaduais para apoiar os tucanos.

“O Rio Grande do Sul, onde a liderança de Eduardo Leite é fundamental na eleição estadual. Isso se repete no Mato Grosso do Sul, estado da senadora Simone Tebet e governado pelo PSDB. Não nos parece coerente que não haja essa unidade. E Raquel Lyra em Pernambuco. Esses três Estados são fundamentais para avançarmos nessa construção”, disse o presidente nacional do PSDB.

A reunião da cúpula tucana, marcada para terça-feira (24), foi adiada mesmo após o MDB referendar Simone. O Cidadania se adiantou e anunciou que apoiará a sul-mato-grossense, faltando apenas o PSDB para selar o acordo dos três partidos em torno da candidatura da chamada terceira via.

Enquanto o MDB não abrir mão das pré-candidaturas em Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul, o PSDB não pretende marcar a reunião que decidirá pelo apoio à senadora.

“Não vamos mais criar a expectativa de prazos. Os prazos nos desgastaram muito com a opinião pública. O prazo será o da política”, afirmou Araújo.

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