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Campo Grande, Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

30/11/2015 18:07

MPF vai ao STF para investigar Delcídio e Renan por corrupção na Petrobras

Michel Faustino
Fernando Baiano revelou que Delcídio recebeu o dinheiro para pagar a sua campanha nas eleições para o governo do Mato Grosso do Sul, em 2006. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)Fernando Baiano revelou que Delcídio recebeu o dinheiro para pagar a sua campanha nas eleições para o governo do Mato Grosso do Sul, em 2006. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

O MPF (Ministério Público Federal), pediu ao SFT (Supremo Tribunal Federal) a abertura de novos inquéritos para investigar a suposta ligação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador sul-mato-grossense Delcídio do Amaral (PT) e do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), além do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), com o esquema de corrupção da Petrobras.

O pedido de apuração envolvendo os congressistas foi motivado por um processo mantido oculto no Supremo, procedimento que tem sido adotado para a tramitação de delações premiadas premiadas que estão em sigilo. Os parlamentares poderão ser investigados por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

De acordo com informações do Portal Uol, uma das delações que citam os três senadores é do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano. O delator, que foi um dos a citar anteriormente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como outro beneficiário disse que Delcídio recebey US$1 milhão ou US$ 1,5 milhão, dinheiro fruto de propinas pagas com recursos desviados da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Baiano disse que Delcídio recebeu o dinheiro para pagar a sua campanha nas eleições para o governo do Mato Grosso do Sul, em 2006.

Conforme o delator, Delcídio recebeu propina por ter endossado a indicação de Nestor Cerveró, este já condenado na Lava Jato, para a direção Internacional da Petrobras.

Além de Delcídio, Fernando Baiano mencionou que Renan Calheiros, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, indicado na época pelo PMDB, também foram beneficiários do esquema de corrupção.

Ele teria apontado que cerca de 4 milhões de dólares foram desviados de um contrato de navios-sonda de 6 milhões de dólares.




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