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Política

MS só atingirá meta de vacinação, se Ministério compensar 3 meses de atrasos

Reinaldo diz que Estado só consegue concluir primeiras aplicações até setembro se envio de mais doses acelerar

Por Anahi Zurutuza | 15/06/2021 15:19
Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) deu entrevista à imprensa do RS nesta tarde (Foto: Reprodução de vídeo)
Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) deu entrevista à imprensa do RS nesta tarde (Foto: Reprodução de vídeo)

Mato Grosso do Sul só conseguirá cumprir a meta de vacinar ao menos 80% da população adulta até setembro, se Ministério da Saúde acelerar o envio de mais doses. A afirmação foi feita por Reinaldo Azambuja (PSDB) durante coletiva de imprensa em Porto Alegre (RS), onde ele se reuniu com governadores Eduardo Leite (RS), Carlos Moisés (SC) e Carlos Massa Ratinho Júnior (PR), do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul).

Previsão que era dada como certa em 22 de maio, data em que Mato Grosso do Sul ultrapassou a marca de 1 milhão de doses contra a covid-19 aplicadas, menos de um mês depois, foi colocada no campo da dúvida.

Na semana em que o governo federal anunciou o atraso no envio de doses da Janssen, fórmula de doses única, e em dia que Campo Grande completa 72 horas sem abrir os postos de vacinação, Reinaldo lembrou que adiamentos em remessas já aconteceram. “Vai depender da oferta de vacinas que advém do Ministério da Saúde. Em março, abril e maio, o cronograma [do envio de doses] não foi cumprido. Se conseguirem antecipar, se vieram logo as vacinas que estão previstas, acho que até o fim de setembro conseguiremos cumprir todas as etapas [abrir a aplicação da primeira dose para todos os adultos]. A gente pode sim no início de outubro, ter a base vacinal de 70% da população acima de 18 anos de Mato Grosso do Sul”.

O governador comentou o assunto ao responder pergunta de repórter gaúcha sobre a crise em que o Estado se encontra e a dificuldade da população em manter os cuidados para evitar o contágio com o novo coronavírus.

“Em Mato Grosso do Sul nós estamos vivendo a quarta onda, um grande volume de infecções e internações. Mas as pessoas estão com a sensação de que a pandemia passou. E não passou. O antídoto é a vacina, mas as pessoas têm de compreender que é preciso continuar fazendo o uso de máscaras, distanciamento. É necessário pelo menos até chegarmos a um nível satisfatório de vacinação, que é de 70%. Aí sim nós teríamos uma segurança e uma cobertura imunológica”, reforçou.

Mais assuntos - Reinaldo destacou que na reunião do Codesul, além de enviarem documento ao ministério pedindo a aceleração no envio de doses para compensar o tempo perdido, governadores discutiram a necessidade da abertura de pregões nacionais para facilitar a compra de insumos, equipamentos e, principalmente, dos kits intubação.

“Outra coisa que foi discutida, é que a gente precisa pensar no pós-pandemia, unificar agenda. Temos uma demanda represada de cirurgias eletivas e diagnósticos muito grande e precisamos pensar em como desafogar isso”, também citou o chefe do Executivo estadual.

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