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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

02/04/2013 13:43

Nova debandada frustra tentativa de criar CPI do Câncer pela segunda vez

Requerimento para a instalação da CPI do Hospital do Câncer chegou a ter 13 assinaturas, mas vereadores recuaram e restaram apenas 9; requerimento só seria aprovado com 10 nomes

Carlos Martins
Vereador Alex do PT decidiu votar desta vez pela criação da CPI, mas assinaturas foram insuficientes (Foto: Vanderlei Aparecido)Vereador Alex do PT decidiu votar desta vez pela criação da CPI, mas assinaturas foram insuficientes (Foto: Vanderlei Aparecido)

A CPI do Hospital do Câncer não será instalada pelo Câmara Municipal de Campo Grande. Depois de muita discussão na sessão desta terça-feira, os vereadores favoráveis à investigação até conseguiram mais quatro votos, mas no final, com o recuo de dois vereadores que haviam votado antes favoravelmente e decidiram mudar o voto e de mais dois que assinaram pela CPI e também recuaram, o resultado acabou ficando mesmo em 9 assinaturas, mesmo número verificado na sessão da semana passada (26.03) e que foi insuficiente, já que seriam necessários pelo menos 10 nomes.

Para o presidente da Câmara, Mário César, a não instalação da CPI do Hospital do Câncer – e não CPI da Saúde, ele ressaltou - não significa que o Legislativo não acompanhará as investigações que estão sendo conduzidas pela Polícia Federal e pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, já que foi nomeada uma Comissão Especial composta por 9 vereadores. “Com o adiantar de toda a fiscalização feita pelo Ministério Público e Polícia Federal desde 2009, entendeu-se na última semana formar a uma comissão mista com mais quatro vereadores para fazer o acompanhamento”, explicou.

O requerimento para a instalação da CPI do Hospital do Câncer chegou a ter 13 assinaturas. Além das 9, obtidas na sessão da terça-feira passada, votaram hoje a favor os vereadores Alex do PT e João Rocha (PSDB). Também votaram favoráveis à criação da CPI os vereadores Paulo Siufi e Coringa, que não tinham assinado anteriormente o requerimento, e que decidiram recuar após as discussões. Os vereadores Eduardo Romero e Paulo Pedra (PDT), que antes tinham votado a favor, mudaram o voto. Além de Alex do PT e João Rocha que assinaram hoje, mantiveram o voto os vereadores Zeca do PT, Luiza Ribeiro (PPS), Ayrton Araújo (PT), professora Rose Modesto (PSDB), Cazuza (PP), Chocolate (PP) e Gilmar da Cruz (PRB).

Pesou na decisão de não criar a CPI o entendimento dos vereadores de que a contribuição do Legislativo seria pouco produtivo, devido ao que já foi apurado desde 2009. Além disso, o Conselho Curador do Hospital do Câncer conversou com a presidência da Câmara alertando para a politização do caso, que já resultou na queda de arrecadação, com mais de 600 doadores deixando de contribuir, e isso poderia predicar principalmente a população mais carente que necessita de atendimento no hospital.

“Se tivesse a CPI, o trabalho resultaria num relatório que seria encaminhado para o Ministério Público e Polícia Federal. E desde 2009 esse trabalho já vem sendo realizado por estes órgãos. A Câmara entendeu que a Comissão Mista de Saúde irá trabalhar a contento e acompanhará o trabalho tanto do MP como da PF”, justificou o presidente da Câmara, Mário César. A Comissão Permanente de Saúde é formada pelos vereadores Paulo Siufi (PMDB), Elizeu Dionísio (PSL), Dr. Jamal (PR), Grazielle Machado (PR) e Coringa (PSD) e recebeu o reforço de mais quatro vereadores: Zeca do PT, Gilmar Neri da Cruz (PRB), João Rocha (PSDB) e Luiza Ribeiro (PPS).

O vereador Alex do PT, que foi cobrado porque na sessão da última terça-feira, foi justamente o seu voto que faltou para que a CPI fosse aprovada, disse hoje que resolveu mudar o voto por causa das cobranças que o Ministério Público fez à Câmara para que não se omitisse e criasse a CPI. Ele se referiu a reunião que a Comissão Permanente de Saúde fez com o corregedor geral do Ministério Público, Mauri Valentim Riciotti e a promotora Paula Volpe, ocasião em que foi entregue para o MP um ofício solicitando informações sobre o caso. Por não ter voltado a favor da CPI na semana passado, Alex do PT disse que foi cobrado. "Sofri cobranças não só do prefeito [que queria a aprovação da CPI}, mas também do senador Delcídio [do Amaral], de outros parlamentares e até da população", disse o vereador.

“O corregedor disse que a Câmara não deveria se omitir”, disse Alex do PT. Ele explicou que, quando não votou a favor, é porque havia um entendimento que o MP e a PF já estava investigando e também uma CPI poderia prejudicar ainda mais o Hospital do Câncer. “Só que o próprio hospital não emitiu nenhuma nota, não se manifestou informando se havia falta de medicamente e que poderia haver o fechamento diante das investigações. Por isso resolvi votar a favor porque se existe alguma irregularidade deve ser investigada e os responsáveis devem ser punidos”, explico.



Peguem a mala e tchau p/ Campo Grande.....
 
Ireneu Kruchlak em 06/05/2013 20:43:51
Mais seriedade.. uma pauta tao importante para a populaçao campograndence e regiao. olha os nomes da cambada..... Eduardo Romero, Paulo Pedra, Paulo Siufi (PMDB), Carla Stephanini (PMDB), Wanderlei Cabeludo (PMDB), Mário César (PMDB), Edil Albuquerque, Elizeu Dionízio (PSL), Alceu Bueno (PSL), Chiquinho Telles (PSD), Coringa (PSD), Delei Pinheiro (PSD), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Flávio César (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB), Grazielle Machado (PR), Jamal (PR), Herculano Borges (PSC), e Airton Saraiva (DEM). Esses nao aprovaram a cpi. e vao querer a reeleiçao na proxima. vergonha
 
anderson ramos em 02/04/2013 20:46:47
Estão brincando de Legislar.Cadê a seriedade que um homem público deveria ter?Até quando vai existir tamanho desrespeito com a população....Fora cambada!!!Tratem de trabalhar,porque Campo Grande não merece isso.
 
valdinei ferreira da silva em 02/04/2013 16:51:43
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