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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

05/10/2015 08:51

Olarte vai ao STJ para ter o mesmo direito do empresário João Amorim

Aline dos Santos
Prefeito afastado, Olarte (centro) está preso desde sexta-feira. (Foto: Antonio Marques)Prefeito afastado, Olarte (centro) está preso desde sexta-feira. (Foto: Antonio Marques)

A defesa do prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), pede ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) a liberdade para o cliente, preso desde sexta-feira.

A estratégia foi solicitar petição de extensão no pedido de habeas corpus apresentado pelo empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, que já teve liminar deferida e foi solto. O documento para o prefeito afastado foi protocolado em 3 de outubro e lançado hoje no sistema de consulta processual do STJ.

Olarte e João Amorim, dono da Proteco Construções, tiveram as prisões temporárias, válidas por cinco dias, decretadas pelo desembargador do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Luiz Cláudio Bonassini da Silva, no dia 30 de setembro.

O cenário foi desdobramento da operação Coffee Break, realizada em 25 de agosto pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), braço do MPE (Ministério Público do Estado). Na ocasião, Olarte foi afastado da prefeitura. A suspeita é de compra de votos na Câmara Municipal para cassar o prefeito Alcides Bernal (PP) em março de 2014.

O mandado de prisão contra o empresário foi cumprido no dia primeiro de outubro. Procurado desde a manhã, ele se entregou no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestro) no período da tarde. A defesa obteve liminar no pedido de habeas corpus ao STJ e ele foi solto na sexta-feira, após permanecer 34 horas atrás das grades. Hoje, Amorim presta depoimento ao Gaeco.

Já Olarte só se apresentou no dia 2 de outubro. Primeiro, se entregou na 3ª Delegacia de Campo Grande, em seguida, por ainda ser prefeito, teve pedido deferido para ocupar cela especial.

A ordem era de que ele ficasse no Comando da PM (Polícia Militar), mas acabou sendo levado para a cela da Companhia Independente de Guarda e Escolta, no complexo penitenciário de Campo Grande. O comando da polícia não tinha estrutura para atender preso recluso. A reportagem não conseguiu contato com o advogado de Olarte.



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