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Política

Partidos apostam em cabos eleitorais digitais em campanha de tempo recorde

Intenção é chegar aos eleitores por meio das redes sociais e reduzir as atividades nas ruas

Por Leonardo Rocha | 18/09/2020 13:10
Utilização das redes sociais na eleição será maior (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Utilização das redes sociais na eleição será maior (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Com apenas 2 meses de trabalho campanha eleitoral em meio à pandemia do coronavírus, os partidos apostam nos chamados “cabos eleitorais digitais” para buscar votos na Capital. A intenção é reforçar o time que atua nas redes sociais e assim criar um contato direto pela internet com o eleitor. As ações nas ruas serão reduzidas

O presidente municipal do PSD, Antônio Lacerda, afirmou que neste momento onde não se pode “aglomerar”, a saída será pelas redes sociais. “A campanha muda com o tempo, os candidatos precisam inovar e serem criativos, hoje este contato será por meio dos cabos eleitorais digitais”, declarou.

Ele citou que a campanha do partido e da reeleição de Marquinhos Trad (PSD), será neste modelo. “Antes os cabos eleitorais eram aqueles que iam nas casas entregavam os panfletos e santinhos, agora eles vão conversar pelas redes sócias, de dia, tarde e noite, sendo uma condição maior de chegar ao eleitor, esta será nossa proposta”.

Ulisses Rocha, presidente municipal do MDB, também reconheceu um “reforço” nas redes sociais, com a integração das páginas dos candidatos a vereador e prefeito. “Internet hoje é um meio de influência, que vamos utilizar mais para chegar as pessoas”.

Com a chapa só de vereadores, o Democratas também quer trabalhar neste sentido. “, Em tempos de pandemia, os candidatos devem evitar aglomerações e terão como aliados o uso de redes sociais. E a sociedade está de olho em quem descumpre normas do poder publico”, descreveu o presidente municipal do DEM, Lúcio Flávio Sunakozawa.

Campanha com cabos eleitorais em 2012, na Rua 14 de Julho, em Campo Grande (Foto: Arquivo) 
Campanha com cabos eleitorais em 2012, na Rua 14 de Julho, em Campo Grande (Foto: Arquivo)

Meio termo – O Solidariedade que lançou Marcelo Miglioli para prefeito, também pretende fortalecer a equipe das redes sociais, que segundo a legenda, terá um “peso maior” na campanha deste ano. “Vamos ampliar esta área, mas vou continuar indo para rua e rodando a cidade”, disse Miglioli.

Já a direção do PT quer “avaliar” a presença nas ruas, de acordo com a situação da pandemia, mas reconhece que terá que intensificar o trabalho nas redes. “Vamos reforçar (equipe), mas contamos com a atuação efetiva da militância na internet”, explicou Agamenon do Prado, presidente municipal.

Datas - Com o final das convenções, os partidos têm até o dia 26 de setembro para registrar as candidaturas para vereador e prefeito. Depois dos nomes serão avaliados pela Justiça Eleitoral, vai começar a campanha. A eleição está marcada para o dia 15 de novembro. Se tiver segundo turno, a data escolhida é 29 de novembro.

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