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Política

Picarelli é escolhido relator do pedido de abertura da CPI dos Fantasmas

Colegiado surgiu de embate político e também poderá investigar nepotismo cruzado

Por Mayara Bueno e Leonardo Rocha | 25/10/2016 11:51
Reunião da CCJ, que ocorreu nesta terça-feira (25).(Foto: Victor Chileno/ALMS)
Reunião da CCJ, que ocorreu nesta terça-feira (25).(Foto: Victor Chileno/ALMS)

O deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB) vai fazer a relatoria do pedido de abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Fantasmas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Caberá ao parlamentar analisar se a proposta é constitucional e elaborar um parecer favorável ou contrário à abertura do colegiado.

A definição saiu nesta terça-feira (25), durante a reunião semanal da CCJ. A escolha por Picarelli foi porque ele era o próximo na lista de distribuição de projetos, de acordo com o presidente do colegiado, deputado Lídio Lopes (PEN). Picarelli deverá apresentar seu posicionamento na próxima terça-feira (1º), quando os demais membros da comissão votarão.

Independente do posicionamento da CCJ, o parecer será submetido à análise do presidente da Assembleia, deputado Junior Mochi (PMDB). Anteriormente, o parlamentar já havia dito que não vai questionar o parecer da Comissão de Constituição, e, sim, seguir o que eles definirem por lá.

Proposta pelo candidato a prefeito, Marquinhos Trad (PSD), logo depois do segundo turno, a CPI quer investigar a existência de funcionário fantasmas e nepotismo cruzado com a Câmara Municipal de Campo Grande e TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul). A ideia do colegiado surgiu depois que o próprio Marquinhos foi acusado, durante os debates políticos, de receber sem trabalhar na casa de leis.

Para uma CPI ser aberta, basta que preencha aos critérios de quantidade de assinaturas suficientes, fato concreto e período de investigação determinado. Os três pontos foram atendidos, mas o presidente resolveu submeter à CCJ, como forma de tornar a decisão (de abertura ou não) mais democrática.

Um dos membros da comissão, o deputado Renato Câmara (PMDB) afirmou que vai aguardar o parecer da CCJ para se posicionar.

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