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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

08/07/2013 10:48

Prefeitura pagou 101,9 mil à empresa derrotada durante licitação de gás

Aliny Mary Dias e Jéssica Benitez

Os trabalhos da CPI do Calote da Câmara Municipal continuaram nesta segunda-feira (8) com a apresentação de um relatório que revela os detalhes da contratação de empresas para fornecimento de gás GLP para Prefeitura de Campo Grande. Segundo os documentos, durante o pregão, uma empresa que ficou em segundo lugar foi contratada de forma emergencial em três ocasiões.

O relator da CPI, vereador Elizeu Dionizio (PSL), levou para a quarta reunião da comissão relatórios sobre o primeiro pregão da Prefeitura iniciado em março deste ano. O objetivo era contratar uma empresa que fornecesse botijões de gás de 13 e 45 quilos no valor mais barato. No fim da história, a administração Alcides Bernal pagou R$ 101,9 mil em contratos emergenciais para fornecimento de gás.

A disputa contou com seis empresas e após cinco dias de concorrência, a Micmar foi declarada vencedora no dia 13 de março. Os valores oferecidos pela empresa foram de R$ 31,00 pelo botijão de 13 quilos e R$ 102,50 pelo botijão de 45 quilos.

Cinco dias após o anúncio, a segunda colocada no pregão, a empresa Jagás, apresentou recurso à Prefeitura, onde questionava que a Micmar não conseguiria oferecer o serviço pelo valor anunciado.

O recurso foi respondido no dia 25 de março pela Copagaz, fornecedora da empresa vencedora. A empresa afirmou que o compromisso seria cumprido pelo valor combinado. Após a resposta da empresa, o pregão não teve avanço e só foi retomado em maio de 2013.

O motivo de o pregão ter sido analisado pela CPI do Calote foi a contratação emergencial da segunda colocada, a Jágas, antes do procedimemento ser finalizado. A SAS (Secretaria de Assistência Social), a Agetran (Agência Municipal de Trânsito) e a Semed (Secretaria Municipal de Educação) pediram à Prefeitura a contratação emergencial para o fornecimento de gás.

Mesmo em segundo lugar durante o pregão, a Jagás foi contratada para o serviço nas três vezes. Em janeiro, fevereiro e março, o valor gasto nos contratos chegou a R$ 101,977 mil.

Na edição do Diário Oficial do dia 18 de março, consta a justificativa da Prefeitura pela contratação da empresa. “Processo aberto em diferentes datas. Já foram realizadas licitações convite e compra direta porque o pregão encontra-se em andamento”.

Segundo o vereador, as irregularidades apareceram após análise dos valores cobrados pela Jagás. Com base nos valores anunciados no pregão, a empresa teria de receber R$ 93,286 mil pelos contratos, mas o valor pago foi R$ 8,6 mil a mais.

A diferença é maior ainda se comparados os valores oferecidos pela Micmar, a primeira vencedora do pregão. Se a empresa tivesse sido contratada, o gasto da Prefeitura seria de R$ 77,319 mil, uma economia de R$ 24,665 mil.

O vereador Elizeu Dionísio afirmou ainda que o procurador geral do município, Luis Carlos Santini, deu parecer favorável ao pregão. “Não sei quem teve vantagem, mas a Prefeitura não foi”, afirma o relator da CPI.

Reclamação – Durante toda a apresentação do relatório, o vereador e líder de Bernal na Casa, Marcos Alex (PT), se mostrou incomodado com a situação. “Isso não passa de uma idiotice”, reclamou.

O parlamentar afirmou ainda que o objetivo da CPI não era avaliar o pregão e sim averiguar as dívidas da Prefeitura. O assunto deveria ter sido discutido em uma reunião interna, afirma o líder de Bernal.



ESTA É A ADMINISTRAÇÃO QUE ESTAMOS TENDO EM NOSSA CIDADE QUE DE MORENA JÁ ESTA ROXA DE TANTO SOFRER DESGASTES NA NOVA ADMINISTRAÇÃO (DO TAL BERNAL)
 
ely pereira monteiro em 08/07/2013 15:49:12
de grão em grão a galinha enche o papo imagina em quatro anos.
 
antonio neto em 08/07/2013 14:29:52
Muito bem Sr.Vereador Alex, pelo que temos acompanhado, a administracao atual nao efetuou o pgto das dividas por estar analisando os contratos ja existente, e se a CPI do calote foi montada, tambem nao teria que analisar tudo, afinal de contas e o nosso dinheiro que esta em jogo e se para o Sr. R$ 24.655,00 nao e nada, para o povo e muito, principalmente para quem da duro o mes inteiro para chegar no final do mes e ter creditado em sua conta o vergonhoso salario minimo paga neste Pais. Acorda Sr. vereador ja passou da hora de voces pararem de brincar com o dinheiro publico que na verdade e do povo e levar o servico de administrar uma Capital a serio.
 
lucimar mara em 08/07/2013 13:02:17
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