A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

23/03/2011 09:30

Rede de Controle da Gestão Pública sugere auditoria externa no TJ e Assembleia

Marta Ferreira

A Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso do Sul deliberou, em sua 10ª reunião ordinária, na última sexta-feira, o encaminhamento de solicitação para que a Assembléia Legislativa e o Tribunal de Justiça aceitem passar por auditoria externa de todas as operações e demonstrativos contábeis, fiscais, financeiros, econômicos e de gestão administrativa.

O pedido é especialmente em relação aos últimos quatro anos. A auditoria externa, segundo a Rede de Controle, precisa ser realizada por pessoa jurídica de conceituação renomada e experiência reconhecida nacionalmente. Ao final, os resultados devem ser amplamente divulgados à sociedade em geral, segundo a deliberação.

A solicitação foi encaminhada, via ofício, para os presidentes da Assembleia Legislativa, Jerson Domingues, e do Tribunal de Justiça, Luiz Carlos Santini.

No ano passado, os dois poderes foram alvo de denúncias de mau uso de recursos públicos, após gravações surgidas durante a Operação Uragano, que levou à renúncia do então prefeito de Dourados, Ari Artuzi, e envolveu a maior parte dos vereadores da Câmara da cidade. Foi isso que motivou a decisão da Rede, alguns meses depois do escândalo estourar.

Segundo foi divulgado pelo MPF (Ministério Público Federal), que integra a Rede, os órgãos e instituições que compõem a Rede de Controle colocaram-se à disposição para colaborar e acompanhar os trabalhos a serem realizados pela auditoria externa.

A solicitação não produz efeitos judiciais. Os presidentes das duas instituições decidem se irão realizar ou não a auditoria.

O que é a Rede- A Rede de Controle da Gestão Pública foi lançada em 25 de março de 2009, em Brasília. É formada por instituições de abrangência nacional, como Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal, Advocacia Geral da União, Conselho Nacional de Justiça, Banco Central , Controladoria-Geral da União, Ministério da Fazenda , Ministério da Justiça, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Ministério da Previdência Social, e Tribunal Superior Eleitoral).

Em Mato Grosso do Sul, fazem parte ainda o Ministério Público do Estado, a Polícia Federal e a Receita Federal, dentre outros. O objetivo é unir esforços na defesa do patrimônio público e social e da probidade administrativa, adotando atitudes concretas.

Confira abaixo o teor do ofício:



Seria muito louvável esta atitude, é o que esta faltando neste Brasil...a maior fiscalização em entidades "fechadas" e ainda mais onde existam supostas irregularidades financeiras. Vejamos se os dois representantes da AL e do TJ vão acatar tal decisão...creio que chegou o momento!!!
 
CELSO FABRÍCIO em 23/03/2011 11:12:21
Quem não deve, não teme. Que venha a auditoria. Essa eu quero ver.
 
Andrea Burque em 23/03/2011 10:48:20
(No ano passado, os dois poderes foram alvo de denúncias de mau uso de recursos públicos, após gravações surgidas durante a Operação Uragano) - (A solicitação não produz efeitos judiciais. Os presidentes das duas instituições decidem se irão realizar ou não a auditoria.) Aí já é brincadeira não, como pode pedir para os suspeitos de maracutáia com o dinheiro público, fazer uma auditoria contra eles mesmos? ESTE PAÍS, DEMORA, MAS AINDA VAI SER SÉRIO, UM DIA.

 
Antonio Mazeica em 23/03/2011 09:58:48
Parabéns Antonio,entendimento correto,eles pensam que o povo é burro.óleo de peróba neles.
 
nilson franco de oliveira em 23/03/2011 06:04:07
Acho que além da auditoria teria que ouvir o povo que tem denuncias de um ou outro poder,e que essas denuncias fossem apuradas com o rigor da lei.O CNJ está apurando mas prá mim, já está demorando muito o resultado da investigação das operações uragano e pegasus.cadeia nos culpados.
 
nilson franco de oliveira em 23/03/2011 01:35:56
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions