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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

02/05/2015 10:39

Servidores não aceitam "pagar a conta" de crise e desafiam vereadores a ajudar

Lidiane Kober

O pedido de paciência e a desculpa de dificuldade financeira não sensibilizou e muito menos convenceu os servidores de Campo Grande, que não aceitam “pagar a conta” da crise e abdicar de reajuste salarial. Eles, inclusive, sugerem uma lista de medidas para a prefeitura reequilibrar as contas e até desafiaram os vereadores a ajudar.

“Nós não temos culpa que a população votou errado, não temos culpa que a atual gestão não teve começo forte e nem culpa de que a lei de responsabilidade estourou. Isso não é problema nosso, é problema de gestão, independentemente do prefeito, o servidor público concursado fica e não podemos pagar essa conta”, declarou o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais), Marcos Tabosa.

Segundo ele, o sindicato fez sua parte e deu sugestões para a prefeitura reequilibrar as contas. “Que demitam 85% dos comissionados, só aí a economia é de mais de R$ 5 milhões”, citou Tabosa. O Sisem ainda propôs a fusão de algumas secretarias. “Que enxuguem pastas que não servem para nada, ou pelo menos reduzam a jornada para seis horas”, acrescentou.

Ele ainda incitou os vereadores a colocar em prática discurso. “Estou ouvindo eles manifestar preocupação com os servidores, então, que doem o duodécimo para ajudar a bancar o reajuste salarial”, propôs Tabosa.

O o presidente da ACP (Associação Campo-grandense dos Profissionais da Educação), Geraldo Alves, também está cansado de ouvir falar de dificuldade financeira. “Até agora, só fizeram reunião para reclamar da crise, escuto essa choradeira todo o ano”, comentou.

A crise – De acordo com o secretário de Governo e Relações Institucionais, Rodrigo Pimentel, o problema financeiro é resultado de várias ações. Ele citou corte no repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 25% para 21%, de 2012 a 2014. “Cada 1% representa quase R$ 5 milhões”, revelou.

O secretário ainda informou que Campo Grande não seguiu, na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), média histórica e deixou de arrecadar cerca de R$ 450 milhões em um ano. “A média histórica era de crescimento de 18% da arrecadação, mas, em 2013, no governo de Bernal, o crescimento foi de apenas 3%”, explicou.

Além disso, Pimentel disse que, nos três primeiros meses do ano, o repasse dos recursos federais baixou entre 30% a 40%. “Fora isso, a gestão assumiu uma série de reajuste salariais, só aos professores o aumento foi de 24%”, acrescentou.

Pimentel não é o primeiro secretário a pedir paciência. Titular da secretária de Saúde, Jamal Salém, fez o mesmo apelo, mas não sensibilizou o sindicato dos médicos, que vai manter a paralisação, a partir de quarta-feira (6). Eles querem reajuste de 355% no salário.



seu senhor Pimentel,o senhor pedi paciência,porque o senhor não teve seu salario reduzido e nem perdeu sua hora extra seu salario ta garantido,e o deles alem de perder tds as bonificações ainda vai ter q ajudar o prefeito pagar as conta faça meu favor seu Pimentel e o reajusto de salario q era pra ser agora dia primeiro como fica?quero falar tbm para senhores vereadores q na hora de pedir votos falam em ajudar os funcionários públicos cade chego a hora,vamos parar tudo, greve geral meu amigo,o dr.Jamal sai desa meu amigo deixa isso pra outro, volta para sua clinica de novo,deixa esse pepino pra quem gosta de descascar.
 
raiva em 02/05/2015 13:34:14
Isso mesmo meus amigos do município, vamos parar de paciência e mostrarmos nossos valores.
Quando foram aumentar seus próprios e abastados salários, não alegaram dificuldades, mas agora ficam com essa “conversa mole”.
Estão investindo um monte na guarda municipal para tentar fazer o trabalho dos outros, sendo que nem polícias são.
O mesmo peço para as associações dos funcionários do Estado, olhem o percentual de aumento dos salários dos deputados e dos magistrados... Esse Governo ainda acha que esta em época de campanha. Investe 14 milhões em asfalto e 180 mil para consertar os carros da PM... um absurdo que o MPE finge não ver.
 
TOYOSHI SATO em 02/05/2015 11:07:52
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