TCE “fatia” transparência e paga extra a conselheiro que não trabalha há 3 anos
Nenhuma das folhas de pagamento detalha quais são os benefícios que engordam os rendimentos

O TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) prefere revelar o quanto paga aos conselheiros aos poucos. O Portal da Transparência é dividido em duas folhas de pagamento. Uma traz rendimentos, incluindo o salário, e a outra mostra “outros rendimentos”. Nenhuma detalha o que é pago, somente os valores totais.
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O TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) mantém sistema de transparência dividido em duas folhas de pagamento, uma para rendimentos básicos e outra para rendimentos adicionais, sem detalhamento específico dos valores. O caso mais notável é o do conselheiro Ronaldo Chadid, afastado desde 2022 por investigação da Polícia Federal. Os vencimentos dos conselheiros incluem salário base de R$ 41.845,49, além de benefícios como auxílios transporte, educação, saúde e alimentação. Em dezembro de 2023, as maiores remunerações foram registradas pelo conselheiro substituto Leandro Pimentel (R$ 138.249,40) e pelo corregedor-geral Márcio Monteiro (R$ 137.671,67).
Há casos como o de Ronaldo Chadid, conselheiro afastado desde dezembro de 2022, quando foi alvo de operação da PF (Polícia Federal), que recebeu em dezembro R$ 47.703,86 de rendimentos, incluindo salário de R$ 41.845,49, e "extra" de R$ 10.461,37 classificados de “outros rendimentos”, o que totalizou R$ 58.165,23.
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Réu por lavagem de dinheiro, ele deve completar em 2026 quatro anos sem trabalhar, pois a ordem de afastamento da Corte Fiscal é válida até agosto.
Em 2024, Chadid entrou com ação no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para voltar a receber os penduricalhos - indenização de função de colegiado e indenização de função de direção -, que aumentavam a remuneração para R$ 80 mil. Mas o pedido foi negado.
Além do salário de R$ 41.845,49, o TCE paga benefícios como auxílio-transporte (R$ 500), auxílio educação infantil (1.050), auxílio-saúde (R$ 1.300) e auxílio alimentação (R$ 1.200).
No exercício dos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor, o salário “engorda” com gratificação correspondente a 35%, 30% e 20% do valor do subsídio, respectivamente.
Somando as duas tabelas, o presidente do Tribunal de Contas, Flávio Kayatt, recebeu R$ 121.351,92 em dezembro do ano passado. Márcio Campos Monteiro teve remuneração de R$ 137.671,67. Ele é corregedor-geral do TCE e diretor-geral da Escoex (Escola Superior de Controle Externo).
Vice-presidente, Iran Coelho das Neves, que também chegou a ser afastado na operação da Polícia Federal, teve remuneração de R$ 112.564,37.
Mas a maior remuneração no último mês de 2025 foi para o conselheiro substituto Leandro Lobo Ribeiro Pimentel: R$ 138.249,40.
A reportagem solicitou informações ao Tribunal de Contas sobre o detalhamento dos pagamentos e aguarda resposta.
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