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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

27/11/2015 14:25

Testemunha acusa Gilmar Olarte de ser “171'' e ameaçar seus pais de morte

Thiago de Souza e Antônio Marques
Salem ao chegar para depor no Tribunal de Justiça (Foto: Fernando Antunes)Salem ao chegar para depor no Tribunal de Justiça (Foto: Fernando Antunes)

O quinto e último depoimento antes do intervalo para o almoço, sobre a audiência de instrução e julgamento do prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), foi de Salém Pereira Vieira. A testemunha acusou o ex-prefeito Gilmar Olarte (PP) de ser “171” e ainda de ameaçar seus pais de morte. O depoimento terminou por volta de 13h30, desta sexta-feira (27).

Salém Pereira Vieria foi questionado onde teria conhecido Ronan Feitosa, acusado de ser cúmplice de Gilmar Olarte na troca de cheques e repasse de dinheiro para vereadores em troca da deposição de Alcides Bernal. Vieira disse que conheceu Ronan há três anos e que ele se apresentava como chefe da Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia e Agronegócio) e era o “homem de confiança do Olarte”.

Disse também que Feitosa ofereceu várias vantagens para ele, como liberação mais rápida de burocracias para liberação de documentos relativos a terrenos e imóveis, além de regularização de áreas públicas, já que Salém trabalha no ramo de obras há 15 anos.

Salém confirmou que trocava cheque para algumas pessoas, e em função dos benefícios oferecidos aceitou fazer o mesmo para Ronan, tudo a pedido de Olarte. Logo percebeu que os cheques estavam voltando e assim que pediu uma solução para Ronan, mas ele pedia calma e dizia que iria resolver a situação. “A dívida que ficou comigo é de R$ 38 mil”, relatou Pereira.

A testemunha disse que conversou apenas uma vez com o então vice-prefeito Gilmar Olarte e logo percebeu que ele era desonesto. “Era um verdadeiro 171”, relatou Salém.

Questionado, Salém negou qualquer oferta de Alcides Bernal por um depoimento contra Gilar Olarte. “Várias pessoas me procuraram para ter o vídeo. Mas não levei dinheiro nenhum...”, destacou a testemunha.

Em quase todos os depoimentos, Rodrigo Pimentel foi citado como intermediador de Gilmar Olarte e como sendo o homem que negociaria a dívida em nome do prefeito afastado.

O desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva retoma os depoimentos a partir das 14h30 e deverá ouvir as testemunhas de defesa de Olarte.



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