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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/02/2013 11:49

Famasul lança 3ª edição de Congresso Florestal e Indicadores Econômicos

Paula Maciulevicius e Luciana Brazil

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) lançou na manhã desta sexta-feira o 3º Congresso MS Florestal 2013 e o projeto Indicadores Econômicos. O evento será realizado entre os dias 9 e 11 de abril em Bonito, pela Reflore MS (Associação Sul-mato-grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), onde serão apresentados os dados do projeto indicadores, desenvolvido pela Federação.

A terceira edição do congresso vem para refletir a mudança de perfil no Estado, da pecuária para a produção de grãos e a plantação de florestas. “Esse congresso é para mostrar essa diversificação da cultura e da economia de Mato Grosso do Sul”, defendeu o diretor-secretário da Famasul, Rui Fachini.

O diretor-executivo da Reflore, Dito Mário, explica que o tema deste ano é Competitividade e que o Estado, como está longe dos centros de consumo, acaba arcando com altas cargas de impostos. Em cima disso a proposta do evento é de tentar trazer para discussão essa dificuldade. “O Estado precisa de condições para poder ter essa competitividade”, destacou.

Na avaliação da Reflore, Mato Grosso do Sul está bem em relação ao resto do País no que diz respeito à silvicultura, por conta das três matérias primas importantes para a produção de florestas: Eucalipto, Pinus e Seringueira. Segundo a associação, o Estado tem hoje 15 mil hectares de Seringueira e pode atingir até 40 mil.

Hoje a quantidade de florestas plantadas representa 1,7% do território sul-mato-grossense, com 612 mil hectares, mas a expectativa da Reflore é de chegar até 1 milhão de hectares nos próximos sete anos, o que passaria a corresponder a 2,5% do território.

Sobre as dificuldades que o setor ainda enfrenta, o presidente da associação, Junior Ramires explica que há ‘gargalos’ que precisam ser analisados. “O que dificulta a produção é o aumento no custo, na mão-de-obra e nos insumos. Seria bom para o Estado a desoneração do setor”, ressalta.

Dentro do congresso, o projeto que surgiu com o propósito de construir ferramentas para a economia do Estado será apresentado. Desenvolvido pela Famasul, os indicadores econômicos levaram um ano entre a coleta e análise de dados. A assessora técnica da Famasul, Adriana Mascarenhas, explica que o projeto é voltado para todos os setores, inclusive para agropecuária.

Os indicadores vão mostrar onde Mato Grosso do Sul é auto-suficiente e onde ainda depende de outros estados, além da geração de empregos e impostos. Os dados serão atualizados a cada dois anos com base no PIB (Produto Interno Bruto) e no Valor Bruto da Produção.

O projeto traz vários estudos para o setor da economia, com uma tabela de usos e recursos, onde reflete as transformações econômicas de Mato Grosso Sul, moldadas pela matriz produtiva estadual com o restante do País.



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