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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

14/12/2010 16:32

Produção de cana-de-açúcar decepciona e deve fechar 2010 abaixo do previsto

Marli Moreira, da Agência Brasil

A produção de cana-de-açúcar na Região Centro-Sul do país diminuiu 18,1% em novembro, comparada a igual período do ano passado. Do início da safra até 1º de dezembro, a queda já soma 7,26%. Os dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) foram divulgados hoje (14) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

De acordo com o diretor da entidade Antônio de Pádua Rodrigues, o motivo foi o tempo seco que afetou a produtividade agrícola. Ele prevê que será difícil atingir 560 milhões de toneladas colhidas no fechamento do ano. Em agosto, a expectativa era de 570,1 milhões de toneladas.

Apesar dessa redução, o moagem do produto aumentou 8,86% desde o início da safra até novembro, ante igual período de 2009, com um total de 499,4 milhões de toneladas. A partir da segunda quinzena de novembro, no entanto, o processamento caiu 27,95%.

Pádua esclareceu que a qualidade da matéria-prima brasileira, com alto teor de sacarose, minimizou o impacto da estiagem. No período, a produção de açúcar alcançou 33,02 toneladas, aumento de 20,35% sobre a safra 2009/2010. A produção de etanol somou 24,72 bilhões de litros, 14,04% acima da safra passada.

O diretor acredita na estabilização no preço do açúcar, commodity cotada no mercado internacional. “Não dá para imaginar uma queda [de preços] tanto no mercado interno quanto no externo, mas eu não falaria em alta, e sim, em manutenção dos níveis atuais”.

Mas essa estabilidade significa que o produto vai permanecer caro para os consumidores brasileiros. O açúcar refinado figura entre os itens que mais têm contribuído para a elevação da taxa de inflação. Só na cidade de São Paulo, por exemplo, o preço do açúcar subiu 10,29% entre 8 de novembro e 7 de dezembro, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). No mesmo período, o álcool combustível ficou 2,04% mais caro.

O presidente da Unica, Marcos Sawaya Jank, prevê que o setor crescerá acima de 5%. Ele anunciou que, em 2011, os usineiros podem entrar com uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o protecionismo dos Estados Unidos, que concede subsídio à produção interna de álcool feito à base de milho, dificultando a entrada do produto brasileiro.



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