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Saúde e Bem-Estar

Campo Grande entra em nível de alerta por gripe grave, aponta Fiocruz

Boletim mostra avanço da influenza A e coloca a Capital entre as cidades com tendência de alta

Por Jhefferson Gamarra | 02/04/2026 15:37
Campo Grande entra em nível de alerta por gripe grave, aponta Fiocruz
Idoso sendo vacinado em posto da Capital (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

O avanço dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) associados à influenza A voltou a acender o sinal de alerta em Mato Grosso do Sul, com reflexos diretos em Campo Grande. Dados do novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, mostram que o Estado está entre as unidades da federação com tendência de crescimento da doença nas últimas semanas, acompanhando um movimento observado em grande parte do país.

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Mato Grosso do Sul figura entre os estados com tendência de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave associados à influenza A, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz, que considera dados até 28 de março. Campo Grande integra a lista de 14 capitais em nível de alerta ou risco. No país, o vírus respondeu por 27,4% dos casos positivos de SRAG e 36,9% dos óbitos nas últimas quatro semanas.

A análise considera informações registradas até a Semana Epidemiológica 12 (22 a 28 de março) e indica que Mato Grosso do Sul integra o grupo de estados do Centro-Oeste onde os casos de SRAG seguem em expansão, especialmente aqueles relacionados à influenza A, o vírus da gripe.

No recorte nacional, o cenário também é de preocupação. O boletim aponta aumento dos casos de SRAG nas tendências de longo prazo, com estabilidade ou oscilação no curto prazo, indicando que o crescimento pode estar em fase de desaceleração, mas ainda não revertido.

Campo Grande aparece na lista de 14 capitais brasileiras com nível de atividade de SRAG classificado entre alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, além de apresentar tendência de crescimento nas últimas seis semanas.

A capital sul-mato-grossense divide esse cenário com cidades como Cuiabá, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador, evidenciando que o aumento não é isolado, mas parte de um quadro mais amplo de circulação de vírus respiratórios em centros urbanos.

Os dados do InfoGripe indicam que a influenza A tem sido o principal fator por trás do aumento de casos graves entre jovens, adultos e idosos, perfil que preocupa devido ao maior risco de complicações e óbitos nesses grupos.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o vírus respondeu por 27,4% dos casos positivos de SRAG no país. Entre os óbitos, essa participação é ainda maior: 36,9%.

O boletim reforça que Mato Grosso do Sul e Mato Grosso estão entre os estados do Centro-Oeste onde os casos de SRAG por influenza A continuam crescendo. Esse comportamento difere de estados como Pará, Ceará e Pernambuco, onde já há sinais de queda.

No conjunto das unidades federativas, a maioria das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste apresenta níveis de atividade considerados elevados, com classificação em alerta, risco ou alto risco.

Apesar de alguns sinais de desaceleração em partes do país, o avanço da influenza A em Mato Grosso do Sul e a inclusão de Campo Grande entre as capitais em alerta indicam que o cenário ainda demanda vigilância.

O próprio boletim ressalta que os dados devem ser analisados em conjunto com outros indicadores, como a ocupação de leitos hospitalares, para avaliação mais precisa da situação local.