Horários divergentes e distribuição de senha frustram procura por vacina
Há postos de saúde que encerram a aplicação às 16h10, às 16h45 e outro que só aplica em quem pegou número

A falta de consenso no horário limite e a distribuição de senhas para vacinar contra a gripe nos postos de saúde de Campo Grande entre segunda e sexta-feira, estão frustrando pessoas dos grupos de risco com prioridade na imunização.
RESUMO
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A falta de padronização nos horários e na distribuição de senhas para vacinação contra a gripe nos postos de saúde de Campo Grande tem frustrado pessoas dos grupos prioritários. Cada unidade adota critérios diferentes, deixando moradores sem a dose. A Secretaria Municipal de Saúde não respondeu aos questionamentos sobre o assunto. Para se vacinar, é necessário apresentar documento com foto e comprovante da condição prioritária.
Foi o caso de uma funcionária dos Correios de 45 anos que pediu para sair mais cedo do trabalho, chegou às 16h de ontem (31) na USF (Unidade de Saúde da Família) Lar do Trabalhador, mas saiu sem a vacinação.
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"Me informaram que só pode tomar se tiver senha e que são distribuídas 50 senhas no início da manhã e 50 senhas no início da tarde. Até tinha vacina, mas a distribuição dos números já tinha encerrado para conseguirem sair do expediente no horário", afirma a mulher, que preferiu não se identificar.
Horários diferentes - A reportagem esteve na mesma unidade nesta manhã e confirmou que a distribuição de senhas está ocorrendo. A quantidade de pessoas esperando era pequena.
Em outro local, na USF Santa Carmélia, a informação repassada foi de que a pessoa pode chegar no balcão e solicitar a vacina até às 16h10, no máximo, porque os servidores precisam de tempo para fechar o balanço de vacinas aplicadas no dia. Pela manhã, a busca pela imunização nessa unidade era ainda menor que na USF Lar do Trabalhador.
Já a USF Tiradentes tinha fila para vacinação, mas sem distribuição de senhas. Quem esperava e foi atendido nesta manhã elogiou a agilidade. "Cheguei às 6h50. Foi rapidinho, entrei, tomei e já saí. Acho muito importante se imunizar", disse a aposentada Noecir Maria, 87 anos.
Na USF Maria Aparecida Pedrossian, o fluxo estava mais tranquilo e a senha não era exigida. Maria Freire, 65 anos, foi se consultar com um médico e lembrou que precisa se imunizar. "Mais tarde eu volto para tomar. Sempre tomo e trago a família junto", comentou.
Na USF Silvia Regina também não havia dificuldade para procurar a vacina. Um funcionário informou que é preciso chegar no máximo até 16h45 para garantir a dose.

A reportagem questionou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) se a distribuição de senhas é incentivada nas unidades e qual o horário padrão para o encerramento da vacinação. Não houve resposta até a publicação desta matéria.
O que é preciso levar - Pessoas dos grupos de risco precisam comprovar que têm direito à vacinação levando documento com foto e algum comprovante da condição prioritária, como laudo médico, carteira profissional ou documento funcional. Essa é a orientação da Sesau.
Veja quem pode se vacinar, por enquanto:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Idosos;
- Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto);
- Profissionais da saúde;
- Trabalhadores da educação;
- Forças de segurança e salvamento;
- Indígenas e quilombolas;
- Pessoas com comorbidades;
- Trabalhadores dos Correios;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário.
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