MS recebe rins de 3 estados para transplantes em Campo Grande
Órgãos vieram de Santa Catarina, Maranhão e Amazonas para pacientes atendidos no Hospital do Pênfigo
Quatro rins vindos de 3 estados brasileiros chegaram a Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira para transplantes a serem realizados no Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande. Segundo a assessoria de imprensa da unidade, os órgãos vieram de Santa Catarina, Maranhão e Amazonas. Um dos procedimentos foi nesta tarde, enquanto que outros 3 pacientes seguem em avaliação para confirmação da compatibilidade dos órgãos.
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Conforme o hospital, a ação envolve cerca de 20 profissionais na assistência direta ao transplante. Todos os pacientes atualmente assistidos pela instituição encontram-se com tempo inferior a 60 dias em lista de espera, o que, de acordo com a unidade, evidencia a agilidade do fluxo de captação e distribuição coordenado pelo SNT (Sistema Nacional de Transplantes).
O transporte dos órgãos foi realizado por meio do Sistema, com uso de voos comerciais. O hospital informou que a operação exigiu rapidez porque, no caso dos rins, o intervalo ideal entre a retirada do órgão e o transplante é de até 24 horas, embora, em situações específicas, a viabilidade possa ser mantida por até 48 horas.
O hospital informou que, embora não seja rotina, já registrou outras situações com múltiplas doações de órgãos, o que possibilitou a realização de mais de um transplante em um período reduzido.
A previsão é de que os pacientes transplantados permaneçam internados entre sete e 14 dias, desde que apresentem recuperação clínica adequada.
A Secretaria de Estado de Saúde informou que o procedimento segue os protocolos do SNT. A pasta também explicou que não divulga imagens da caixa de transporte utilizada na operação, em razão da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e das normas de sigilo que envolvem a identificação dos doadores.
Doação - No Brasil, a doação de órgãos só acontece com autorização da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância de conversar com familiares sobre o tema, já que os órgãos são destinados a pacientes que aguardam transplante em uma lista única monitorada pelo SNT. A autorização familiar é considerada decisiva para ampliar o número de transplantes e reduzir o tempo de espera de quem depende do procedimento para sobreviver.
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