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Saúde e Bem-Estar

Saúde aprova diretrizes para rastrear câncer de intestino no SUS

Publicação também reúne protocolos para tumor maligno de mama, próstata, pele e outros tecidos

Por Kamila Alcântara | 28/10/2026 08:03
Saúde aprova diretrizes para rastrear câncer de intestino no SUS
Médico faz exame de rastreamento do câncer de intestino (Foto: Divulgação/Unicamp)

O Ministério da Saúde aprovou as Diretrizes Brasileiras do Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto, conhecido como câncer de intestino. O documento estabelece orientações nacionais que deverão ser utilizadas por estados e municípios na organização do atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

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O Ministério da Saúde aprovou as Diretrizes Brasileiras do Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto, que orientam estados e municípios na organização do atendimento pelo SUS a pessoas sem sintomas. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União e integra um conjunto de 18 normas sobre cuidados oncológicos, que inclui protocolos para câncer de mama, próstata e pele, além de novas diretrizes para o câncer do colo do útero. Gestores deverão definir serviços de referência e fluxos de atendimento.

O rastreamento busca identificar a doença ou alterações que possam antecedê-la em pessoas que ainda não apresentam sintomas. A aprovação consta em uma portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (28), assinada pelas secretarias de Atenção Especializada à Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.

Em Mato Grosso do Sul, a doença já foi tema de levantamento publicado pelo Campo Grande News em 2025. Conforme os dados apresentados na reportagem, foram registrados 67 casos de câncer de cólon entre pessoas de 10 a 24 anos no período de 2021 a 2024.

Pela publicação, os gestores do SUS deverão organizar a rede assistencial, definir os serviços de referência e estabelecer os caminhos para o atendimento.

Outros tipos de câncer - As diretrizes para o câncer de intestino integram um conjunto de 18 portarias sobre cuidados oncológicos. As medidas abrangem protocolos de diagnóstico e tratamento, orientações para uso de terapias específicas e acompanhamento após exames de rastreamento.

Entre os documentos aprovados estão os protocolos para câncer de mama, adenocarcinoma de próstata, carcinoma diferenciado da tireoide, adenocarcinoma de estômago, carcinoma de esôfago e câncer epidermoide de cabeça e pescoço.

Também foram contemplados melanoma cutâneo, carcinoma renal de células claras, tumor do estroma gastrointestinal, neoplasia maligna epitelial de ovário, mieloma múltiplo, linfoma de Hodgkin, linfoma folicular e leucemia mieloide crônica do adulto.

Na área do câncer de pele, uma das portarias aprova o protocolo de uso da terapia fotodinâmica para carcinoma basocelular superficial e nodular. Outra trata do uso do medicamento blinatumomabe para leucemia linfoblástica aguda de células B e cromossomo Philadelphia negativo, conforme os critérios do protocolo.

Para o câncer do colo do útero, foi aprovada a segunda parte das diretrizes brasileiras de rastreamento. O documento orienta como avaliar, tratar e acompanhar mulheres com resultados positivos nos testes de rastreamento e triagem. Ele complementa a primeira parte das diretrizes, voltada ao rastreamento organizado com testes moleculares de DNA-HPV.

Os protocolos funcionam como referências nacionais para definir critérios de diagnóstico, indicação de tratamentos e organização do acesso aos serviços. Diversas portarias substituem documentos anteriores, por isso a aprovação não significa que todos os tratamentos sejam inéditos no SUS.

As publicações também determinam que os pacientes ou seus responsáveis sejam informados sobre os potenciais riscos e efeitos adversos dos procedimentos e medicamentos previstos. A organização dos serviços e dos encaminhamentos caberá aos gestores estaduais e municipais, conforme suas responsabilidades no SUS.

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