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Saúde e Bem-Estar

Saúde envia 50 agentes e prevê mais 102 contra chikungunya entre indígenas

Cidade soma 3,5 mil notificações, com 69% dos casos concentrados nas aldeias

Por Geniffer Valeriano | 06/04/2026 09:33
Saúde envia 50 agentes e prevê mais 102 contra chikungunya entre indígenas
Agente do Ministério de Saúde durante atividades em Dourados (Foto: Divulgação Ministério da Saúde)

Com 69,6% dos casos de chikungunya concentrados nas aldeias indígenas, Dourados reforça o enfrentamento à doença com o envio de 50 novos agentes de combate a endemias pelo Ministério da Saúde. A medida ocorre em meio ao avanço da epidemia, que já soma 3.596 notificações na região, conforme dados da vigilância epidemiológica atualizados até 4 de abril.

RESUMO

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Dourados enfrenta epidemia de chikungunya com 3.596 notificações, sendo 69,6% dos casos concentrados em aldeias indígenas. O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate a endemias e liberou R$ 900 mil para ações emergenciais. Em maio, mais 102 profissionais serão contratados. Também estão previstas a instalação de mil estações larvicidas e distribuição de 6 mil cestas de alimentos até junho.

Desse total, 1.314 casos foram confirmados, 459 descartados e 1.823 seguem em investigação. A maior concentração está nas aldeias indígenas, que registram 914 confirmações.

Conforme divulgado, 20 dos 50 profissionais já chegaram ao Estado e iniciaram as atividades na sexta-feira (3). Os outros 30 desembarcaram durante o fim de semana e começam os trabalhos nesta segunda-feira (6).

“Esses profissionais serão decisivos nessa força-tarefa, pois, além de conhecerem o território, fortalecem o cuidado direto nas comunidades”, afirmou a secretária da Sesai (Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde), Lucinha Tremembé.

O atendimento à população indígena em Dourados deve ser ampliado em maio, com a contratação de mais 102 profissionais. Segundo a secretária, serão incorporados agentes indígenas de saúde, agentes de saneamento, enfermeiros e psicólogos.

Outra medida prevista é a instalação de mil estações disseminadoras de larvicidas, equipamentos que ajudam a interromper o ciclo de reprodução do mosquito. O Estado já recebeu 300 unidades, sendo 160 instaladas no bairro Jóquei Clube e em regiões próximas, como Santa Felicidade e Santa Fé.

Também nesta segunda-feira começa a distribuição de 2 mil cestas de alimentos aos indígenas. A previsão é de que até junho o número chegue a 6 mil unidades em ação conjunta com a Funai (Fundação Nacional do Índio), o Ministério do Desenvolvimento Social, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e a Defesa Civil.

De acordo com o Ministério da Saúde, as medidas fazem parte do pacote emergencial de enfrentamento à doença. Entre elas, está a liberação de R$ 900 mil para custear ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município.

Reforço em atuação – Desde 17 de março, a Força Nacional do SUS atua em Dourados no atendimento à população indígena. As equipes já realizaram 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

No período, também foram feitas 96 remoções de pacientes para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais, além de 250 visitas domiciliares.

“Estamos fortalecendo o monitoramento, qualificando a notificação e ampliando as ações de controle do vetor para interromper a transmissão e proteger a população, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Daniel Ramos.

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