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Listamos 10 dicas para você se sentir turista em Campo Grande

Por Paulo Nonato de Souza | 10/04/2021 08:27
Rapel na Cachoeira do Inferninho, um dos atrativos da extensa lista de opções de turismo de natureza em Campo Grande (Foto: Reprodução)
Rapel na Cachoeira do Inferninho, um dos atrativos da extensa lista de opções de turismo de natureza em Campo Grande (Foto: Reprodução)

Com a pandemia de Covid-19 em seu momento considerado mais crítico, talvez a melhor alternativa seja aproveitar o que a sua cidade tem a oferecer. A recomendação das autoridades de saúde, mesmo com o avanço da campanha de vacinação, é que viagens sejam evitadas para minimizar contaminação e propagação do vírus.

Neste caso, que tal fazer turismo sem sair de Campo Grande? Para facilitar a sua escolha de atrativos locais, listamos 10 opções gratuitas de lugares para você curtir a natureza, fazer um piquenique em família ou praticar alguma atividade esportiva, desde pedalada de bike, alongamento, caminhada ou corrida sem ter que por a mão no bolso.

Por exemplo, Campo Grande tem oito parques públicos mantidos pela prefeitura, fora o principal de todos, o Parque das Nações Indígenas, nos altos da Antônio Maria Coelho e Afonso Pena, um dos maiores parques urbanos do mundo, criado pelo Governo do Estado em 1993 com 119 hectares.

Os parques são uma espécie de praia dos campo-grandenses. É onde todos se juntam ou simplesmente se cruzam, independente da classe social. Mas você ainda tem outras opções de passeios grátis, como o Museu de Cultura Dom Bosco, que fica dentro do Parque das Nações Indígenas, a Cachoeira do Inferninho, a Orla Morena, um calçadão com área de esporte e lazer, e o Museu José Antônio Pereira. Veja 10 dicas abaixo para você curtir Campo Grande:

1 - Parque das Nações Indígenas:

Localizado entre duas das principais vias de Campo Grande, a Avenida Afonso Pena e a Rua Antônio Maria Coelho, junto ao Parque dos Poderes, o Parque das Nações Indígenas é um oásis de paz e tranquilidade na capital sul-mato-grossense. O parque tem seis portarias, todas com nome de nações indígenas: Guarany, Kaiwá, Nhandevas, Kadiwéu, Terenas e Ofaiés. Funciona de domingo a domingo das 6h às 21h.

2 - Parque dos Poderes:

É uma das atrações da cidade. Nem tanto pelas instituições públicas que abriga, como a sede do Governo do Estado, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas, mas pela beleza do lugar construído no início da década de 1980 em meio a uma área de preservação ambiental.

Com largas avenidas, o Parque dos Poderes é ao longo da semana uma espécie de centro público de práticas esportivas, e nos fins de semana torna-se quase exclusivo dos esportistas com o fechamento de um lado da sua principal via, a Avenida do Poeta, desde a rotatória da Avenida Mato Grosso, emendando com a Avenida Afonso Pena.

3 - Praça Esportiva Belmar Fidalgo:

É um lugar com muita história. Até o final da década de 1970, o Belmar, como é popularmente conhecido, foi a principal praça esportiva da cidade. Era o Estádio Belmar Fidalgo, que desde o dia 5 de agosto de 1994 passou a ser o que é hoje: a Praça Esportiva Belmar Fidalgo, localizada entre as ruas Barão do Rio Branco e Dom Aquino, região central de Campo Grande.

Na Praça Esportiva Belmar Fidalgo você tem à disposição duas quadras poli esportivas, quadra de areia, pista de corrida e caminhada, campo de   futebol suíço, playground infantil e área para ginástica. Funciona de domingo à domingo das 4h30 às 22h. Telefone: (67) 3314-3692.

4 - Parque Ecológico do Sóter:

Fica no bairro Mata do Jacinto com entrada principal pela Rua Cristóvão Luengo, 25, saída para Cuiabá. O Parque Ecológico do Sóter, inaugurado em 2004, funciona de domingo a domingo das 6h às 22h.

Com área de 22 hectares, no Sóter você tem quadras poliesportivas, pista de skate e patinação, pista de corrida e caminhada, academia ao ar livre, campo de futebol, salas de pilates e judô, parque infantil e pista de ciclismo. Telefone: (67) 3314-3971.

5 - Cachoeira do Inferninho:

Se você tem medo de histórias do além ou é supersticioso, a Cachoeira do Inferninho não seria recomendável, mas se curte natureza e esportes de aventura, como o rapel, por exemplo, então com certeza é uma boa opção para o feriado da próxima quinta-feira. Afinal, o lugar não é só um ponto conhecido das páginas policiais como área de desova de cadáveres.

Fica na saída para o município de Rochedo, distante 16 km em relação ao centro de Campo Grande. Não oferece estrutura para o visitante, como a maioria dos parques no Brasil, infelizmente, mas é um destino turístico com diversas quedas d'água que fazem valer a pena para fugir da cidade.

6 - Praça das Araras:

O monumento com esculturas de três araras gigantes, criação do artista plástico Clair Ávila para estimular a preservação da ave, fica no bairro Amambaí, em uma região ainda hoje chamada popularmente de Cabeça de Boi, próxima ao Aeroporto Internacional.

É chamada de Praça das Araras por conta do monumento, mas já foi conhecida como Praça União, e também tem quadra poliesportiva e parque infantil. Não há muito o que ver no local, além do monumento das araras, mas vale a pena uma visita nem que seja para fazer uma selfie.

7 - Museu de Cultura Dom Bosco:

Localizado no interior do Parque das Nações Indígenas, com entrada principal pela Avenida Afonso Pena, o Museu de Cultura Dom Bosco, mais conhecido como Museu do Índio, foi criado no início da década de 1950 pela Missão Salesiana de Mato Grosso do Sul.

Com funcionamento de segunda-feira a sábado das 8h às 16h30, o museu abriga um acervo de 40 mil peças de mineralogia, paleontologia, etnografia, arqueologia e zoologia e mais de 5 mil peças indígenas de várias culturas, incluindo Xavantes, e Bororos, além de aves e mamíferos do Pantanal embalsamados, borboletas de vários continentes e uma coleção de minerais e insetos.

8 - Museu José Antônio Pereira:

É um dos mais importantes cartões postais de Campo Grande, não apenas para quem gosta de história. Tombado desde 1983 como Patrimônio Municipal, o museu é aberto de terça-feira à domingo, das 9h às 17h, sábados, domingos e feriados das 13h às 17h. Está localizado na Avenida Guaicurus, s/n, bairro Jardim Monte Alegre, onde no início do Século 20 foi a Fazenda Bálsano, que pertencia a Antônio Luiz Pereira, filho mais velho de José Antônio Pereira, fundador da cidade.

Doada  em 1966 para a Prefeitura de Campo Grande pela filha de Antônio Luiz Pereira, Carlinda Pereira Contar, a fazenda virou museu em 1983, e hoje é um importante ponto turístico, onde é possível ver objetos pessoais originais, como utensílios domésticos, carro de boi e um monjolo.

No museu tem a casa da família. Logo na entrada tem uma escultura que retrata o casal Antônio Luiz Pereira, sua esposa Anna Luiza e a filha Carlinda, obra do artista plástico José Carlos da Silva, o Índio, inaugurada na década de 1980. O lugar é administrado pela Gerência de Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur). Telefone para contato: (67) 4042-1313 (ramal 4323)

9 - Igreja Santo Antônio:

Relatos históricos contam que a igreja foi construída entre 1876 e 1878, originalmente apenas uma capela de pau-a-pique, como cumprimento de uma promessa feita pelo fundador de Campo Grande, José Antônio Pereira, devoto do santo, diante de uma epidemia de gripe e febre alta na região.

Em 1912, a capela virou a primeira paróquia de Campo Grande. Em 1922, passou a ser a Matriz de Santo Antônio, e no ano de 1991, por ocasião da visita do Papa João Paulo II, tornou-se Catedral Metropolitana Nossa Senhora do Abadia e Santo Antônio. Fica na Travessa Lydia Baís, S/N, uma rua paralela a XV de Novembro com Calógeras, na região central da cidade.

10 - Orla Morena :

Construída onde antes existiam os trilhos dos trens da Noroeste do Brasil, a Orla Morena é uma avenida urbanizada e estruturada com pista de caminhada, aparelhos de alongamento e ginástica, ciclovia, playgrounds, praças e quiosques.

No trecho entre a Avenida Noroeste, passando a Avenida Júlio de Castilho até a Rua Plutão, são quatro espaços de convivência e lazer, o Largo dos Esportes, o Largo da Feira, o Largo do Mirante e o Largo das Árvores.  Aberta 24h, a Orla Morena fica no bairro Cabreúva. É um lugar alto, de onde é possível ter uma boa visão da cidade de Campo Grande.

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