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Volta a polêmica das malas. Se vai viajar, cuidado com "jeitinho" das aéreas

Quando tudo parece resolvido, surgem novidades e segue interminável a polêmica sobre o despacho de bagagens no Brasil

Por Paulo Nonato de Souza | 11/02/2020 09:42
Quando tudo parece encaixado, surgem novidades e a polêmica sobre despacho de bagagens no Brasil segue interminável (Foto: Arquivo/Reuters)
Quando tudo parece encaixado, surgem novidades e a polêmica sobre despacho de bagagens no Brasil segue interminável (Foto: Arquivo/Reuters)

Se você pretende viajar de avião neste Carnaval com bagagem acima do permitido na cabine da aeronave, então fique atento no quanto terá de pagar por ela. É que algumas companhias aéreas, como a Latam e a Azul, quebraram o esquema do preço fixo por peça e o valor a ser pago depende da data da viagem, da rota e se a compra da passagem foi feita com antecedência.

No sistema adotado pela Latam, os valores em voos dentro e fora do Brasil dependem da data da viagem, se coincide com a alta ou baixa temporada, preço da passagem, antecedência da compra e rota do passageiro.

Em voos domésticos, os preços do despacho de bagagem pela Latam vão de R$ 35 a R$ 75 na 1ª peça, até 48 horas antes da decolagem, e de R$ 85 a R$ 120, com menos de 48 horas para a partida.

Nas rotas da empresa na América do Sul a bagagem pode custar entre US$ 9 e US$ 70, dependendo da antecedência da compra, e para a Europa o despacho da primeira peça custa de US$ 35 a US$ 60, antecipadamente, e entre US$ 65 e US$ 75, com menos de 48 horas.

Nos voos entre os Estados Unidos e o Brasil não há variação de preços se a compra da passagem for até dois dias antes da decolagem. Nesses casos, o valor é fixo em US$ 45, na primeira mala. Depois das 48 horas, a cobrança pode ser entre US$ 45 e US$ 90. Para conseguir as melhores tarifas em destinos internacionais, a Latam recomenda antecedência de, no mínimo, 35 dias da viagem.

A Latam foi a primeira companhia aérea brasileira a dar o seu “jeitinho” para quebrar a regra do preço fixo por bagagem, desde outubro de 2019. Já a Azul mudou o sistema a partir do dia 31 de janeiro deste ano. Se antes a área cobrava o valor fixo de R$ 60 antecipadamente e R$ 120 no aeroporto, agora os preços podem ficar entre R$ 40 e R$ 80, dependendo da rota, nas operações pelo site, App ou telefone até 6 horas antes da decolagem.

Fora isso, e menos de 6 horas antes da partida, o pagamento pela bagagem despachada só pode ser feito no balcão do aeroporto no preço fixo de R$ 120.

Low costs e as bagagens de mão:

A Norwegian e a JetSmart, estreantes no Brasil, passaram a cobrar também pela
bagagem de mão na cabine do avião (Foto: Reprodução)
A Norwegian e a JetSmart, estreantes no Brasil, passaram a cobrar também pela bagagem de mão na cabine do avião (Foto: Reprodução)

Já as aéreas low cost Norwegian e JetSmart, estreantes no Brasil, passaram a cobrar também pelas bagagens de mão. Desde janeiro deste ano os clientes de ambas companhias só podem embarcar com um item pessoal, como uma bolsa ou uma mochila, que possa ser acomodada embaixo do assento e não pese mais do que 10kg.

Norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que as companhias aéreas devem permitir o embarque de uma peça de até 10kg, mas não especifica o volume da peça nem onde deve ficar na cabine, deixando a questão a critério da companhias aéreas.

Com base nessa abertura, a Norwegian e a JetSmart decidiram restringir o embarque gratuito a uma peça de até 10kg que possa ser colocada embaixo do assento. Se a bagagem de mão tiver que ser colocada no bagageiro, o passageiro terá de pagar pelo despacho

A resolução da Anac sobre despacho de bagagem não faz distinção entre companhias low cost ou não. Isso significa que a medida adotada pelas aéreas Norwegian e JetSmart podem abrir precedentes para que outras aéreas cobrem pela bagagem de mão, onerando ainda mais os custos de uma viagem.

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