A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

09/07/2014 16:55

Alma ferida...

Por Victor Currales (*)

Alcançar o topo antes de cair em desgraça também é uma prerrogativa no futebol. O ciclo do futebol arte que encantava a todos nós e ao mundo inteiro chegou ao fim, embora tenhamos que ressaltar e enaltecer que ainda temos de alguma forma uma das seleções mais vitoriosas de todos os tempos.

Para um país que sempre respirou futebol, o jogo de ontem expôs nossa fragilidade, perdemos até a capacidade de indignação, roubaram-nos até o oxigênio para cobrar algo de alguém. Não foi fácil ver aqueles primeiros vinte minutos fomos atropelados e olha que isso nunca foi tarefa fácil nem para os melhores sonhadores do futebol mundial. Mas, ontem, morremos sete vezes. Nem um desfibrilador gigante, do tamanho da nossa vergonha, traria o nosso país de volta ao jogo.

Ninguém acreditava ninguém conseguia explicar, parecíamos vivos mortos ou mortos vivos, todos no país inteiro sem entender que aquilo era um esporte chamado futebol. Podem anotar em algum lugar que o que nós vimos ontem vai entrar para os livros sobre futebol mundial que, em 8 de julho de 2014, o Brasil assistiu à maior aula de bola do planeta.

Para a seleção brasileira de futebol, sim Seleção Brasileira de Futebol, para que não misturemos futebol (Paixão Nacional) com política (Razão ou que deveria ser), assim como para a maioria desses gigantes do esporte que tombaram, um retorno aos dias de glória parece uma perspectiva distante, para não dizer irreal. Mas se todos esses exemplos de glória e decadência deixam alguma lição, é a certeza de que o futebol não é tão previsível quanto podemos às vezes acreditar.

(*) Victor Currales, jornalista e DRT/MS 1320

Marchinhas do coração
Sei que existem as marchinhas preferidas do coração. São as do passado ou do presente, mas não é delas que quero falar, e, sim, do sofrido coração br...
Reforma da Previdência: aprofundando o deserto na vida dos trabalhadores
O cinema enquanto “sétima arte” muitas vezes busca retratar realidades cotidianas na telona. Não foi diferente o filme “Eu, Daniel Blake”, ganhador d...
O dilema das prisões brasileiras
No último mês de janeiro assistimos, estarrecidos, às rebeliões nos presídios de Manaus, Boa Vista e Natal. As cenas de corpos sem cabeças chocaram a...
Desglobalização seletiva
Para muitos analistas, a desglobalização significa a tendência das nações se fecharem para o comércio internacional. Neste movimento estão incluídos ...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions