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Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

22/09/2011 10:58

Carro não deve ser símbolo de luxo, por Robert Stephen Newnum

Por Robert Stephen Newnum (*)

Infelizmente, minha terra Natal ajudou em muito a propagar o ideário do carro como objeto de luxo e sucesso. Todavia, meu país, a duras penas, finalmente, está adquirindo a consciência do peso ambiental que os carros causam ao meio ambiente e que muitas vidas foram abreviadas de sua existência pela condução inadequada dessas máquinas.

Vivo no Brasil há 31 anos e vejo que nós brasileiros somos viciados em nossos veículos individuais de transportes. Quantos carros andam na cidade com somente uma pessoa? Quantas pessoas usam o carro para ir à farmácia próxima da sua casa? E quantos usam o carro para ir até o parque para depois fazer seu exercício, dando voltas a pé? Que aburdo!

O dia 22 de Setembro, Dia Mundial sem Carro, nos desafia a perceber que o carro não deve ser símbolo de luxo ou riqueza e que existem muitas maneiras de chegar de um lugar até o outro: usar transporte coletivo, bicicletas e caminhar: além de salutar para meio ambiente é saudável para o corpo e para a alma. E, além disso, ajuda a eliminar a violência no trânsito caótico de nossas cidades.

Quando precisamos usar o carro, devemos obedecer aos limites de velocidade; sair de casa mais cedo; parar antes da faixa dos pedestres; respeitar os semáforos; não beber antes de dirigir. Devemos usar as setas e “exigir” o uso do cinto de segurança de todos que andam conosco. Além disso, podemos criar grupos de carona solidária no nosso prédio, vizinhança e na empresa.

Se formos motoqueiros, precisamos obedecer às mesmas leis de tráfego dos veículos e, além disso, precisamos ter uma atitude de respeito bondoso com os carros e cuidado muito especial com os pedestres. Não costurar no tráfego é regra de motoqueiros que, verdadeiramente sabem que a motocicleta é uma opção de vida livre! Livre, inclusive, de provocar morte de pessoas inocentes.

Por outro lado, como pedestres, devemos respeitar a sinalização, cruzar nas faixas e respeitar os semáforos. Não nos arriscar, atravessando em lugares perigosos. Do que vale ganhar um segundo na vida e perder a vida num segundo? Devemos lembrar que os motoristas e os motoqueiros, mesmo sendo cuidadosos, muitas vezes ficam impedidos de nos avistar.

Finalmente, devemos todos nós termos em mente que o espaço do trânsito deve ser um espaço de solidariedade e de preservação da vida, do qual todos nós temos direitos e deveres.

O carro não deve ser símbolo de luxo ou de sucesso. Luxo é sermos conscientes. Sucesso é vivermos contemplando as belezas da vida junto com as pessoas que amamos, até que a velhice nos chegue.

(*) Robert Stephen Newnum é missionário da Igreja Metodista Unida dos Estados Unidos e doutor em Ciências da Religião.

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