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30/06/2014 09:47

Cuecada do craque Neymar Fifa perdoou. Brasil não negociou regras: paga

Por Ruy Sant’Anna (*)

Se você não sabe, fique sabendo que a Fifa quase colocou o Neymar na marca da lateral, escanteio ou pênalti, no jogo da seleção brasileira contra Camarões, dia 23 p.p.

Este artigo não é uma conversa sobre quem é o melhor atleta ou seleção na Copa do Mundo de 2014. Para o mérito e qualidade da seleção brasileira o destaque é o indiscutível craque Neymar. Mesmo que não tenha mostrado o seu melhor no jogo de anteontem contra a seleção chilena. Pois, no geral, a seleção brasileira não jogou bem. E como sempre, Neymar mesmo caçado em campo como foi fez a sua parte.

Porém, o enfoque agora é outro. É sobre a cuecada de Neymar que quase lhe causou punição de repercussão internacional.

Espera aí..., se a cuecada tivesse sido uma vez só até que daria para relevar, mas duas vezes no mesmo jogo...? Com a imprensa registrando? Fora a outra vez em que tomou semelhante atitude a anterior e em jogo do seu time o Barcelona, onde sua patrocinadora é a cueca da Lupo?

O Suarez poderia arriscar uma carona nessa “falha” da Fifa? Ora, todos sabemos da ganância do pai do Neymar que arruma mil e uma estripulias para levar vantagem com o filho nos negócios. Basta lembrarmos-nos do rebu que ele aprontou na venda do Neymar, do Santos para o Barcelona: multa, renúncia etc. Ele o pai sempre se sai bem com a fama do “menino” Neymar. E ele, o pai, já armou a sua cama pessoal: “de uma hora pra outra”, pois Neymar passou a ser chamado de Neymar Jr. Vai que alguém confunda o pai com o filho, em algum jogo da seleção ou no Barcelona, né?

É, tá certo. Assim, a porta das propagandas abriu-se para o Neymar pai, ou não?
Por falar em marketing, será que o pai do Neymar o convenceria a fazer propaganda de supositório? E em pleno estádio lotado?

Neymar é reincidente na “fatura” cueca. No Barcelona cometeu ou praticou gesto semelhante ao mostrar, pela primeira vez a cueca com a marca da Lupo, concorrente dessa exibida no jogo contra Camarões.

Aqui no Brasil o maior enfoque foi na Coluna do Ancelmo Gois, terça-feira 24 no jornal O Globo. O preço de uma propaganda é cobrado em segundos e em exposição mundial o preço vai à estratosfera. E a grife da “Blue Man” disse que a que Neymar usou é a “cueca da sorte”. Feliz coincidência.

O segundo de mostra da cueca de Neymar nas formas costumeiras da imprensa já lhe renderia “visibilidade” mundial como foi. Mas a Fifa chiou porque entre as regras estipulada com a CBF está que apenas as marcas patrocinadoras têm permissão de aparecer em campo ou nas imediações dos estádios. E interessante a Fida perdoou Neymar, assim, assim como se tivesse dito: menino que coisa feia desrespeita uma regra... Não faça mais isso... E se fizer de novo vai contar pro papai dele?

A dona da marca que Neymar exibiu na partida contra Camarões não era a Lupo que é sua patrocinadora nos jogos do Barcelona. E mais, a assessoria da “Blue Man” nas cores verde e amarela informou que a cueca foi um “brinde para o jogador ainda na concentração”, não no estádio.

Será que podemos achar que aconteceu uma grande 'coincidência'? Neymar estava “distraidamente” arrumando a cueca no caminho que leva ao gramado do Mané Garrincha...

Ah, certamente, ele não sabia que no vestiário estava a câmera de TV que mandava imagens para o mundo e para o telão do estádio... Então, baixou seu calção quase por inteiro. Mostrou a cueca com a bandeira brasileira estilizada. Aí, imagem ganhou os telões do estádio e as tevês do mundo.

Isso pode realmente ser relevado, esquecido, porque Neymar é um menino de apenas 22 anos de idade e já na seleção brasileira? Mas, não é por isso que todo atleta do futebol luta?

E precisa quebrar regras? Ou seria porque não tem dinheiro para pagar pelo erro, sim porque, certamente, se a sua pena não fosse perdoada deveria acontecer com multa financeira, e aí o pano pra manga seria bem grande.
Então, Neymar pode quebrar regra, mas o Brasil além de joelhos teve e tem que engolir mal acordo com a Fifa? Já comentei sobre os abusos a que o Brasil passa com sérios prejuízos financeiros e econômicos, por algum motivo que nossa razão não alcança.

Em tais questões não se deve levar em conta o ganhar ou perder na argumentação. O grito ou subterfúgio são apenas muletas. E sinceramente gostaria muito de estar errado nestas observações.

Parece besteira, mas são “pequenos rios” de acontecimentos assim que acabam desaguando no oceano de aborrecimentos contra o governo que está aí, mas são escamoteados com “perdões” dos cartolas do futebol e reflete na torcida brasileira confundida com sentimento patriótico. Amor à Pátria é outra coisa. Desculpem-me.

O que nos está motivando nesta Copa do Mundo, o que nos reúne em torno dos valorosos atletas são a alegria, a vida, o esforço ou sacrifício de cada brasileira e brasileiro para estar perto de nossa seleção e mostrar em cada brasilidade o calor humano que nos une. A amizade entre os povos e nações.

Mais que isso, mostramos ao mundo a nossa hospitalidade, respeito, dignidade e garra para vencer os obstáculos.
Confiamos que tudo deve ter seu tempo. Agora, vibremos, depois confiemos no Tribunal de Contas da União, Polícia Federal e Ministério Público Federal, na Justiça para punir os abusos em superfaturamentos e outros que tais.

Repare que os povos que estão e estiveram com nossos co-irmãos não se referiram a obras frias de estádios, nem ouvi nem vi nenhum dos ilustres visitantes insatisfeitos com hospedagem etc. (contra abuso de preços sim; gente que explora o turista e não ao turismo).

Caríssima amiga e amigo mantenhamos agasalhados em nosso coração e cérebro o nobre sentimento de amor e respeito aos torcedores adversários de outros países que junto a nós vibram com idênticos motivos.

Só uma seleção será a vencedora. Que seja a nossa, Hexacampeã! Tenhamos uma excelente semana abençoada e produtiva, enquanto por aqui lhes dou bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado

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