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Campo Grande, Quarta-feira, 28 de Junho de 2017

28/04/2011 10:59

Depressão pós parto ou depressão puerperal

Por Adriana Camargo do Nascimento (*)

A depressão Pós-Parto tem como características determinantes os fatores orgânicos, psíquicos, sócio econômicos e culturais. É uma fase de freqüentes modificações não só para mulher mas para toda a família.

Quando a mulher apresenta a depressão puerperal pode manifestar desânimo, apatia, ansiedade, excesso de sono ou insônia, falta de desejo sexual e medos. Sente-se insegura com o papel de mãe achando que não é capaz de cuidar de sua prole principalmente do novo bebê.

É muito comum pensamentos obsessivos e sentimentos de ambivalência em relação ao bebê, como se não conseguisse gostar dele, é uma fase que exige cautela e cuidado pois a relação mãe e bebê encontra-se em distonia.

Existe também o estágio de depressão mais raro e grave que é a psicose pós - parto, atinge uma mãe, em cada mil costuma surgir a partir da primeira ou segunda semana após o parto tendo como origem uma disfunção biológica.

As reações podem ser ainda mais graves necessitando que a progenitora seja supervisionada junto aos cuidados de seu filho, para evitar colocar em risco a vida do mesmo ou de causar-lhe danos físicos ou psíquicos.

A depressão Pós-Parto, além das causas hormonais pode ser desencadeada por um fator social ou em função da perda de uma pessoa querida, processo de separação, um parto traumático, outras circunstâncias externas ou ainda provocada pela genética onde apresentam-se familiares com histórico de depressão.

É importante enfatizar que essa doença circunstancial, precisa ser tratada com antidepressivo que restabelecerá o metabolismo cerebral, assim como também com a psicoterapia que fortalecerá emocionalmente a mãe para que supere essa fase, podendo então fortalecer o vínculo afetivo com a criança.

É fundamental que as pessoas que cercam a mulher, estejam conscientes de que ela está doente e que procurem ser compreensivas ouvindo suas queixas permitindo que ela verbalize o que está sentindo.

O apoio do esposo e dos familiares são fundamentais para recuperação dessa mãe. Portanto, não menospreze esse sentimento, caso você perceba alguns sinais de alerta citados procure urgentemente um psiquiatra e um psicólogo.

(*) Adriana Camargo do Nascimento é psicóloga, pesquisadora das causas depressivas. dricant@yahoo.com.br

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