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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

08/07/2018 13:35

Nova proposta de sistema de avaliação de creches pode ser efetivada em 2019

Marcia Regina Mocelin e Gisele do Rocio Cordeiro (*)

O Plano Nacional de Educação, em vigor de 2014 a 2024, traz 20 metas com 254 estratégias para a melhoria da educação. Entre essas metas, que estão divididas nas etapas do ensino e na valorização dos profissionais do magistério, também está prevista a avaliação da qualidade da educação nacional.

O Ministério da Educação divulgou, no fim de junho, que a educação infantil será avaliada pela primeira vez no ano que vem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O que é uma grande novidade, pois, atualmente, as avaliações nacionais são aplicadas apenas a partir do ensino fundamental.

A ideia é que professores, dirigentes e equipe escolar respondam um questionário sobre a estrutura da instituição e a formação que está sendo oferecida aos alunos, para investigar as condições necessárias para o desenvolvimento das crianças. Além dessa investigação, a intenção é que os pais e responsáveis das crianças também possam participar do processo. Essa é uma das diferenças da avaliação do ensino infantil, pois, nesse caso, os avaliados não são as crianças, mas os meios que fornecem a educação às crianças.

O tema avaliação é sempre complexo, seja em que área do conhecimento for. Por isso, nos permitimos questionar sobre que medidas o Ministério da Educação tomará a partir do levantamento desses dados e qual será o seu benefício em termos de educação?

Fazer uma pesquisa só por fazer, sem apresentar uma proposta de ação para a melhoria do setor, não tem sentido. Acreditamos que o Ministério da Educação precisa levar em consideração a educação infantil, até porque ela é a base do desenvolvimento da criança, mas os objetivos desse levantamento, assim como as ações que serão realizadas a partir desses dados, ainda não estão bem claros.

Sabemos que no Plano Nacional de Educação determinou a criação de uma Base Nacional Comum Curricular e nela, que foi aprovada em 2017 e deve estar em prática até 2019, uma mudança significativa está por vir: o adiantamento da alfabetização para o 2º ano.

A partir do momento em que são feitas mudanças no sistema educacional, é preciso automaticamente avaliar o projeto, para continuar com sua execução ou aparar as arestas que aparecerem no caminho. Os primeiros resultados efetivos devem aparecer a partir de 2021. Resta saber se a metodologia de avaliação aplicada vai apontar os índices com lealdade e propriedade para medir a nossa educação infantil.

(*) Marcia Regina Mocelin (PhD) é coordenadora dos cursos de Segunda Licenciatura e Formação Pedagógica do Centro Universitário Internacional Uninter.

(*) Gisele do Rocio Cordeiro é coordenadora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Internacional Uninter.

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