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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Junho de 2018

07/04/2016 10:26

O novo papel dos Sindicatos Rurais

Por José Zeferino Pedrozo (*)

Aumentou de forma exponencial, nos últimos anos, o protagonismo do universo rural na vida econômica brasileira. O setor primário – tendo a agropecuária como destaque – tornou-se área de prestígio nacional, com reconhecimento, inclusive, da grande imprensa e da mídia especializada. No passado, produtores, empresários e lideranças rurais reclamavam do tratamento recebido da mídia nacional, ora preconceituoso, ora segregacionista.

Não foi, porém, de forma gratuita que a agricultura e o agronegócio se tornaram pauta jornalística permanente. Em 2015, enquanto o PIB encolheu -3,8% e a indústria -6,5%, a agricultura cresceu +1,8%. A agropecuária ocupa 27% do território brasileiro e preserva 61% da vegetação, representa 23% do PIB, sustenta 25% dos empregos e responde por 46% das exportações – por isso, pode e deve influenciar o futuro do País.

Essa nova e generosa presença nos meios de comunicação é consequência da compreensão que tem, agora, grande parcela dos profissionais de imprensa sobre a importância, a dimensão, a riqueza e as implicações socioeconômicas da agropecuária verde-amarela.

Nesse cenário, é importante destacar o papel dos Sindicatos Rurais na organização do campo. Atuando como associação coletiva, com natureza privada, voltada para defender e incrementar os interesses coletivos profissionais e empresariais, os Sindicatos Rurais são, há décadas, a voz das comunidades rurais. Muito além das defesas classistas, as entidades sindicais dedicam-se a variadas missões, desde melhorias infraestruturais, como estradas, escolas, postos de saúde e eletrificação, até planos de incentivo a produção e programas de qualificação profissional.

Nos últimos anos, o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) desenvolve o programa Sindicato Forte, criado para melhorar o atendimento prestado aos produtores rurais. Algumas das colunas que sustentam esse programa são o treinamento de funcionários e dirigentes e o fomento de novas lideranças sindicais. Em Santa Catarina, os 97 sindicatos rurais filiados a FAESC participam ou participarão do programa.

A atuação dos Sindicatos Rurais e dos produtores, aliada ao fantástico desempenho apresentado pela agropecuária, motivaram o Governo a adotar políticas específicas orientadas para elevar o potencial de produção e geração de renda e incrementar as divisas com exportações de produtos pecuários. Além da ampliação dos programas de custeio e investimento, foram lançadas novas linhas de financiamento.

No passado, a vastidão continental do País e o célere processo de crescimento das cidades distanciaram o Brasil urbano do Brasil rural. Agora, a comunicação social, a defesa política do setor e o reconhecimento da mídia aproximaram esses dois mundos que, na verdade, devem ser inseparáveis.

(*) José Zeferino Pedrozo é presidente da FAESC (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina)

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