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08/02/2017 14:40

Planejando falhar

Por Walter Roque Gonçalves (*)

A economia nacional e suas tendências foram tratadas em detalhes nos artigos mais recentes. Estas informações são fundamentais para o planejamento empresarial, pois, fala-se do ambiente externo que de certa forma influencia, direta e indiretamente, o futuro dos negócios. Porém, o contorno do planejamento não é feito apenas com este tipo de informação.

O tamanho da empresa e a sua área de atuação definem a influência dos fatores externos nos negócios. Empresas pequenas, por exemplo, têm a oportunidade de crescerem em fases de crises.

Elas atendem demandas em lugares que as grandes empresas ainda não chegaram ou abandonaram. Outras vezes, conseguem posicionar-se para atender ao público insatisfeito.

Observe que a baixa dos juros, dólar e inflação refletirão de forma diferente para uma empresa que depende diretamente de importação e exportação do que para outras que não trabalham com isso. Fornecedores de prefeituras e estados endividados por exemplo, são mais afetados pela crise fiscal do que outros que não trabalham neste mercado e assim por diante.

Sem ignorar os indicadores da economia nacional/internacional é preciso atentar-se para questões internas da empresa. Antes de tudo, é necessário entender que planejar é uma declaração de que será imprescindível aprender sempre. É uma forma de admitir que não se sabe o suficiente sobre como atingir as metas definidas.

Desta forma, a solução de problemas e conquista de metas demandam do gestor e equipe esforços em conjunto na busca de conhecimento e aprendizado.

Para tanto, os métodos avançados de planejamento nem sempre são os mais recomendados para quem está começando. Por isso, o “feijão com arroz” pode ser a melhor estratégia e trazer excelentes resultados para a empresa. E, conforme o nível de exigência e complexidade for aumentando, outras técnicas e metodologias poderão ser incorporadas.

O “feijão com arroz” trata-se do Planejamento, Execução, Monitoramento e Ação. Conhecido na administração como ciclo PDCA. Com isso, deve-se planejar e agir, lembrando sempre de checar sistematicamente e verificar se o planejamento está sendo executado como previsto.

É comum as empresas negligenciarem este ponto do PDCA. É preciso saber se os objetivos estão sendo atingidos ou não. Deste ponto em diante, deve-se rever o planejamento quantas vezes for necessário até que a meta seja atingida.

Portanto, após conhecer os indicadores externos da economia, verifique se o planejamento interno tem recebido a atenção necessária. Pois, é como dizia Benjamin Franklin, “Quem falha em planejar, planeja para falhar”.

(*) Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, professor executivo/colunista da FGV/ABS (FGV/América Business School) de Presidente Prudente

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