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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

13/07/2012 13:56

Recuperar a pastagem para continuar a crescer

Por Ademar Silva Junior (*)

Anteriormente, em outro artigo intitulado “Diversificar é o segredo do sucesso” argumentei sobre a necessidade de diversificação da produção como uma necessidade de sobrevivência e razão de sucesso e citei a iniciativa do Senar/MS em criar um programa chamado Mais Floresta, objetivando levar informações sobre as oportunidades do cultivo de eucalipto e seringueira em regiões de pecuária extensiva, procurando desta forma estimular a diversificação da produção e da renda.

A iniciativa do Programa Mais Floresta, buscando levar diversificação em áreas de pecuária de corte levou o Senar/MS a identificar outra oportunidade de melhorar o processo produtivo: a recuperação de pastagens.

A região Norte e Nordeste de Mato Grosso do Sul tem como atividade produtiva primordial a pecuária de corte extensiva em áreas de pastagens degradadas. Esta afirmativa é confirmada pelo pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Armindo Keichel, que aponta que, em todo Mato Grosso do Sul, dos 18 milhões de hectares de pastagens, pelo menos 9 milhões estão degradados.

Esta constatação levou o Senar/MS a lançar o Programa Mais Pastagem, que tem como objetivo levar informações sobre as causas de degradação do solo e pastagens, as alternativas de recuperação, as práticas de manejo de pastagem, bem como as perspectivas de mercado para pecuária de corte e as linhas de financiamento para pecuária. Além de diversificar sua produção, é necessário que o produtor aumente a rentabilidade da sua atividade atual, aplicando tecnologias que permitam o aumento da renda e a sustentabilidade do processo produtivo.

São inúmeros os relatos de produtores rurais que deixaram a pecuária de corte por não conseguirem se sustentarem economicamente. Alguns pesquisadores afirmam que a rentabilidade da pecuária extensiva nestas regiões está entre R$ 50,00 e R$ 300,00 por hectare por ano. Esta variação ocorre em função das modalidades de produção e também de acordo com a metodologia de apuração do resultado.

Mas em suma, ainda que se considere o maior valor, é uma rentabilidade comparativamente menor que inúmeras outras atividades produtivas, como o cultivo de eucalipto e seringueira, perdendo inclusive para o próprio arrendamento de terras para empresas florestais e usinas de cana, forçando muitos produtores a deixar a atividade.

As palestras do Programa Mais Pastagem visam apresentar alternativas técnicas e viáveis para uma pecuária sustentável, mostrando que, com manejo adequado do pasto e do rebanho, é possível obter altos rendimentos financeiros com a pecuária de corte. Já foram promovidos ciclos de palestras em sete municípios que contaram com a participação de 729 produtores rurais.

Diversos destes têm utilizado os conhecimentos compartilhados durante as palestras para realizar a recuperação de suas pastagens e até mesmo promover uma reformulação no seu processo produtivo. Ao percorrer as rodovias dos municípios das regiões norte e nordeste, começamos a evidenciar áreas de reforma e recuperação de pastagens, fato que até anos atrás era considerado uma exceção.

Diversificar é preciso, entretanto, para diversificar é necessário ter sustentabilidade na sua atividade atual. Diante disso, eu afirmo sem chance de errar, que recuperar é preciso. Notadamente com ações como a do Senar/MS, somadas a inúmeras outras, estamos presenciando a transformação de um cenário, e felizmente para uma situação muito melhor.

Não tenho dúvidas, recuperar a pastagem é uma questão de sobrevivência. O Senar/MS, por sua vez, está objetivamente realizando sua missão, que é promover a educação, a informação e o conhecimento em agronegócio a comunidade rural de MS, com inovação e competência, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Estado.

(*) Ademar Silva Junior é presidente do Conselho Administrativo do Senar/MS.

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