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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Junho de 2018

12/06/2017 17:46

Relacionamentos são reflexos do que cada um sente de si mesmo

Otávio Reis

Casais felizes não estão somente nas histórias de contos de fada ou de seus avós. E mesmo nessas histórias, o relacionamento foi provado diversas vezes, com mais ou menos intensidade dependendo do caso, e a superação e a forma de se relacionar foi reconstruída. Existe casal que nunca brigou ou que se relaciona de uma forma que podem se tornar referência para outras pessoas? Sim. Pode ser raro, mas existe sim. E como eles conseguem se entender de tal forma que não é preciso discutir ou sentir ciúmes para poder ter um relacionamento tranquilo e cheio de amor?

A felicidade não depende das coisas ao nosso redor, mas sim de como nos relacionamos com elas. Então podemos dizer que ser feliz é um estado de espírito latente que pode ser alcançado, não importe qual momento. No caso de um casal, a maneira de duas pessoas se relacionarem é um reflexo de como cada uma delas se relaciona consigo mesma. Se uma pessoa é muito carente e carrega dentro de si diversas frustrações, ela terá tendência a projetar no outro suas carências e frustrações. Duas pessoas felizes têm muito mais chances de ter um relacionamento feliz, construindo pilares sólidos que trazem aprendizado, segurança, bem-estar e crescimento. Pessoas que não sabem lidar nem com elas mesmas terão dificuldades em se relacionar com os outros. Nesses casos, terapias e coaching podem ajudar muito em transformações pessoais e relacionamentos.

Existem diversas técnicas que nos ajudam a mudar a maneira de olharmos para nós mesmos e para o mundo a nosso redor, transformando também nossas reações emocionais, atitudes e os eventos. Estudos indicam que pessoas felizes são mais motivadas e por isso possuem maior capacidade de realização, saudáveis fisicamente possuindo uma menor carga de stress e cortisol em seus organismos em função de uma visão de vida mais positiva, saudáveis emocionalmente, pois sabem se relacionar melhor com elas mesmas e, por conseguinte, com os outros, bem sucedidas em suas relações sociais, pois todo mundo se sente bem perto de pessoas leves e felizes, têm mais chances de prosperar em função da maior motivação e comunicação positiva e aumentam significativamente as chances de terem relacionamentos felizes.

Uma pessoa feliz se sente feliz com ela mesma. A maneira de ver as coisas e os significados que ela carrega faz com que ela se relacione muito bem consigo. Então, um ponto essencial na busca pela felicidade é acessar os pontos de conexão consigo mesmo, é respeitar a integridade de sua essência e de sua verdade.

Quando você respeita sua integridade, seus princípios, sua verdade e você se aceita livre de culpas, medos e julgamentos, você aceita também o outro como ele é. Isso facilita muito o fluxo de interações com o próximo de maneira a gerar conexões, empatia e processos relacionais construtivos. Pessoas felizes são mais leves. Quem ama respeita o ser amado como ele é. Se você ficar tentando modifica-lo, o outro não se sentirá aceito como é.
Se você é verdadeiro e íntegro, você inspira confiança nas pessoas e elas também passam a ver você como um exemplo. As pessoas hoje querem ter relações verdadeiras, mas muitas vezes não agem de maneira coerente e não são verdadeiras. Se você almeja uma relação verdadeira, seja verdadeiro e leal.

Quando acontece brigas, é normal ver a pessoa enchendo o parceiro de defeitos e criticando tudo o que foi feito e que você não gostou. Criticar o parceiro não fará com que ele mude seus defeitos. Não adianta nada depois das discussões você incendiar seu parceiro com seus amigos. Depois vocês fazem as pazes, mas a imagem dele fica queimada com os amigos. Aceitar o outro do jeito que ele é facilita muito as relações. Que tipo de pessoa você gostaria de ter do seu lado? Um reclamador, grosseiro, desagradável? Certamente queremos pessoas leves, simpáticas, acolhedoras, divertidas. Então, por que não ser essa pessoa?

Em muitos casos, uma boa conversa pode resolver todas as questões que estão em aberto. Entretanto, quando se está com raiva ou com pensamentos já pré-definidos, em uma conversa a gente só quer falar e não sabe escutar o outro. É como se não tivéssemos interesse algum em saber o que o outro tem a nos dizer. Ter interesse pela vida do outro faz com que ele se sinta cuidado e acolhido.

Neste ponto entra uma questão muito importante, o de saber reconhecer o erro. Brigas e discussões, de maneira geral, deixam os dois lados do campo de batalha feridos. Uma conversa com respeito tem mais chances de gerar um entendimento. Caso não consiga evitar uma discussão, tente limitar o seu descontrole emocional. Ninguém se sente bem ao lado de uma pessoa que sempre responsabiliza o outro por seus problemas.

Muitas vezes, o parceiro não percebe, mas sinais e palavras colocados de forma ríspida, podem ser interpretados de forma errônea. Cobranças geram incômodos enormes, pois o outro fica com a sensação de que ele não é aceito do jeito que é. Imagine que você cobre do parceiro que ele tome uma atitude por você. Do seu lado, se o seu parceiro fizer o que cobrou, você pensará: “Só fez porque eu pedi”. Se ele não fizer, você pensará “nem pedindo, ele fez”.
Você chegou à conclusão de que não quer relações falsas. Você quer relações de verdade, certo? Nesse caso, evite fazer joguinhos, mentiras e manipulações. Jogos fazem parte da guerra de egos, o que é completamente incompatível com a verdade. Não se colhe verdade plantando mentiras. Sinceridade gera confiança e lealdade. Quem ama não manipula. Aceita o outro com suas qualidades e defeitos.

É claro que nem todas as pessoas conseguem se relacionar com a mesma facilidade, pois temos estruturas emocionais diferentes trazendo registros de vida e bloqueios também diferentes. Algumas buscam ajuda e trabalham suas atitudes e emoções de maneira a ajudá-la ter outro olhar sobre ela mesma e sobre o mundo que a cerca. Essa mudança traz também novas atitudes, posicionamentos e, obviamente, isso afetará positivamente suas relações.

*Otávio Reis é terapeuta, coach e palestrante. Há mais de 15 anos atua com técnicas de autoconhecimento, bem estar físico e emocional. Criador do Programa de Transformação Existencial Sistêmica.

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