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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

22/07/2014 13:14

Um caso de amor

Por Heitor Freire (*)

Nós, na Santa Casa, comemoramos no último dia 16 de julho, o Jubileu de Rubi do Centro de Terapia Intensiva. O rubi é uma das quatro pedras preciosas. As outras são o diamante, a safira e a esmeralda. O CTI completou, assim, quarenta anos de fundação.

Quarenta anos é um período significativo na vida de qualquer pessoa, de qualquer entidade, de qualquer instituição. É também o período que Moisés, conduzindo o povo judeu na travessia do deserto, levou para chegar à Terra Prometida. Moisés liderou um povo com mais de 600 mil pessoas, as doze tribos de Israel, cada uma com aproximadamente 50 mil integrantes. O que o levou liderar e conduzir esse povo extremamente radical, intransigente, duro de cerviz, foi a consciência do compromisso assumido com Deus e também um amor incondicional pelo seu povo.

Albert Einstein, em uma carta a sua filha Lieserl, recentemente descoberta em seus arquivos, define o amor “como uma força extremamente poderosa para a qual a ciência não encontrou ainda uma explicação formal. Esta força universal é o Amor”.

Quando os cientistas, diz ele, buscam uma teoria unificada do universo, esquecem da mais invisível e poderosa das forças. O amor é luz, já que ilumina a quem dá e a quem recebe. O amor é Deus e Deus é Amor. Esta força explica tudo e dá sentido maiúsculo à vida.

É um amor com sentido de afeição, compaixão e misericórdia, que contribui para a formação de um vínculo espiritual com um ideal: o de salvar vidas. Encargo de diminuir o sofrimento do outro.

Pois bem, foi esse sentimento que certamente inspirou o dr. Arthur D’Àvila Filho, quando em 1974, no exercício da sua primeira presidência da Santa Casa, criou o Centro de Terapia Intensiva, contando para isso com a participação indispensável e fundamental do dr. Guaraci Vieira de Almeida e do corpo clínico que imediatamente se uniu para a realização desse objetivo maior.

A história do surgimento das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) no Brasil começou em 1971 no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com apenas dez leitos. Essa inovação no campo médico foi incorporada em nossa Santa Casa já em 1974: a primeira UTI de Mato Grosso do Sul, destinada ao acolhimento de pacientes em estado grave com chances de sobrevida, que requerem monitoramento constante (24 horas por dia) e cuidados mais complexos.
Inaugurado em 16 de julho de 1974, o (CTI) Centro de Terapia Intensiva da Santa Casa atendeu 655 pacientes em dois anos e meio de funcionamento. Na época existiam somente seis leitos. Naqueles tempos as instalações da Santa Casa eram muito modestas em relação ao complexo hospitalar de hoje, que também foi realizado por iniciativa e coragem do dr. Arthur D’Àvila Filho.

A trajetória do Centro de Terapia Intensiva da Santa Casa faz com que seja referência em atendimento no estado. Atualmente, a Santa Casa de Campo Grande possui 92 leitos de UTI, incluindo CTI Geral I, II, III e VII, pediátrico, cirurgia cardíaca pediátrica, cirurgia cardíaca em adulto, neonatal e unidade coronariana.

Assim, foi com muito orgulho que o presidente da Associação Beneficente de Campo Grande, Wilson Teslenco, presidiu a cerimônia de comemoração dos 40 anos do nosso CTI, homenageando médicos que se destacaram nessa atividade: Flávio Cezar Gazal Bertoni e Renato Rezende, recentemente falecidos, representados por suas viúvas, Maria Túlia Bertoni e Maíra Rezende. Foi também homenageado o dr. Arthur D’Àvila Filho, representado por seus familiares. É de se destacar também a dedicação de todos os profissionais que por lá prestaram serviços durante este tempo, como por exemplo, o dr. Vitor Rabelo, dr. Nelson Quintão e a dra. Maria Augusta Rahe Pereira.
Vida longa ao nosso CTI.

(*) Heitor Freire, primeiro secretário da ABCG

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