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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

19/05/2017 16:01

Vale a pena ainda apostar na teoria do golpe?

Por Sérgio Mauro (*)

Diante das gravíssimas denúncias que envolvem Temer, Aécio e “compagnia bela”, os arautos do golpismo trataram de não perder tempo em reafirmar as suas teorias, conclamando mais uma vez o povo a ir às ruas e pedir a renúncia do presidente em exercício.

Que Temer deveria renunciar, ninguém discute, a menos que se considerem falsas as gravações do milionário dono da JBS, ou se acreditarmos numa conspiração tramada por petistas radicais inconformados com a “perseguição” contra Lula!

Neste caso, os argumentos, fantasiosos e inconsistentes, repetiriam o raciocínio já gasto, fraco e simplista do eterno golpismo, da eterna conspiração, ora de americanos, ora da Rede Globo. Há quem veja nas histórias em quadrinhos do Pato Donald ou do Mickey uma ardilosa propaganda financiada pela CIA, com o apoio do FBI!

Na verdade, tais teorias da conspiração e do eterno golpismo contra os defensores dos fracos e oprimidos (ou contra a democracia, contra a família e a propriedade, de acordo com o contexto histórico) escondem nossa imaturidade política. Embora respeite e compreenda perfeitamente os nobres propósitos de certos jornalistas e estudiosos, não concordo com os que defendem, aqui e no exterior, a nossa suposta e tão almejada maturidade política. A operação Lava Jato e outras mais apenas refletem apenas o trabalho árduo e eficaz de alguns magistrados e da Polícia Federal.

Infelizmente, o que se vê na mídia, em parte do ambiente acadêmico e artístico e, sobretudo, nas opiniões veiculadas pelas redes sociais, com honrosas exceções, é o fanatismo típico de torcidas esportivas transposto para a análise política, o que não constitui apenas uma atitude irresponsável, mas também um possível e perigoso pretexto para que salvadores da Pátria entrem em ação, mobilizando, se preciso for, as Forças Armadas, como já ocorreu num passado não muito distante.

Incrivelmente, quem ainda se refere ao suposto golpe deixa de considerar que tanto os deputados e senadores supostamente golpistas como a chapa Dilma/Temer foram eleitos pelo povo. Temer já foi útil para Dilma quando o PT visava à perpetuação no poder por meio de alianças com o que há de mais retrógrado nos partidos “liberais” e “conservadores”. Dilma já foi útil a Temer quando, sozinho, o PMDB não poderia chegar ao poder, sendo necessária uma aliança com os outrora “radicais petistas”, rapidamente (e convenientemente) elevados à categoria de amigos no combate comum contra a injustiça social.

Há que se considerar, claro, a escassa conscientização e a baixa capacidade de discernimento da maioria da população na hora da escolha dos seus governantes, além da influência enorme da mídia, mas estes fatores não desvalorizam o único processo, por mais relativo e inconstante, de uma alternativa democrática a formas de governo baseadas na concentração do poder em um único homem ou num punhado de homens.

A visão maniqueísta que separa mocinhos de bandidos, defensores dos operários e dos agricultores sem terra dos cruéis industriais e latifundiários, há muito deixou de ser uma lente adequada com a qual se pode observar um quadro político tão complexo de um país como o nosso, ainda imaturo e com baixíssimo nível de escolaridade.

O momento requer domínio das paixões e lucidez na análise dos acontecimentos. Não há espaço para revanchismos ou pequenas vinganças pessoais, pois o vazio de poder que se estabelece nessa polarização radical pode facilmente ser preenchido por aventureiros, mesmo que sejam aventureiros habilitados pelo voto popular, tão sujeito ao calor do momento e à influência midiática, tão propenso a soluções drásticas e pouco lúcidas.

(*) Sérgio Mauro é professor da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara

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Assim como o artigo Partido da Imprensa Golpista, o artigo Destino Manifesto que mostra a inflûência norte americana, estadunidense também foi totalmente apagada da Wikpédia. A Wikipédia não é confiável. Carta Capital - Intervozes - Infraestrutura - Internet - Neutralidade da rede segue violada no Brasil e na América Latina, por Intervozes - Carta Capital — publicado em 05/10/2017, às 14h25. Pesquisa realizada pelo Intervozes e organizações da região comprova fragilidades nas leis e omissão de órgãos reguladores na garantia deste princípioCarta Testamento de Getúlio https://youtu.be/Oe_1CUhQFK0 https://www.youtube.com/watch?v=Oe_1CUhQFK0 EUA, Carta Testamento de Getúlio https://youtu.be/Oe_1CUhQFK0 https://www.youtube.com/watch?v=Oe_1CUhQFK0 Poder Econômico, Elite e Imprensa (Mídia) Contra Getúlio Vargas - Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG ou PiG) é uma expressão usada por órgãos de imprensa e blogs políticos de orientação de esquerda para se referir a órgãos de imprensa e jornalistas supostamente de direita. Os veículos acusados de ser membros do PiG (Rede Globo, Veja, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Exame, Istoé são considerados por estes tendenciosos e supostamente se utilizariam da grande mídia para propagar suas ideias e desestabilizar governos de orientação política contrária à sua. Uso do termo:
A expressão foi popularizada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu blog Conversa Afiada, mas, segundo ele, foi inspirada em um discurso do deputado petista Fernando Ferro. Amorim, quando utiliza o termo, escreve com um i minúsculo, em alusão ao portal iG, do qual foi demitido em 18 de março de 2008, no que descreve como um processo de "limpeza ideológica". De acordo com ele, até políticos teriam passado a fazer parte do PIG: "O partido deixou de ser um instrumento de golpe para se tornar o próprio golpe. Com o discurso de jornalismo objetivo, fazem o trabalho não de imprensa que omite; mas que mente, deforma e frauda. Definição e contextualização:
De acordo com Amorim, o termo PIG pode ser definido da seguinte forma:
Em nenhuma democracia séria do mundo jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político — o PiG, Partido da Imprensa Golpista — Paulo Henrique Amorim
Amorim afirma ainda que a imprensa brasileira seria golpista sempre que o presidente da república é de origem trabalhista, ao mesmo tempo a imprensa nunca publicaria absolutamente nada contra presidentes de origem não trabalhista. O PIG, segundo ele, teria sua origem com Carlos Lacerda, que ajudou a "matar Getúlio Vargas"; teria continuado travando sua luta contra Juscelino Kubitschek e João Goulart, até se aliar à ditadura militar; teria perseguido o governo Brizola; e agora conspiraria contra o governo Lula. A expressão também fez parte de um discurso do deputado federal pernambucano Fernando Ferro, do Partido dos Trabalhadores (PT), em que sugeriu que Arnaldo Jabor assumisse o cargo de presidente do PIG.
Na opinião de Marcus Figueiredo, cientista político ligado ao Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) os grandes jornais de circulação nacional do Brasil "adotam um híbrido entre dois modelos de pluralismo: formalmente, no discurso ético de autoqualificação diante dos leitores, procuram associar-se aos conceitos e rituais de objetividade do jornalismo americano, como é possível constatar nos slogans, diretrizes oficiais, manuais de redação, cursos de jornalismo. No entanto, na produção do impresso diário, o que vimos são diferenças no tratamento conferido aos candidatos, de amplificação de certos temas negativamente associados a Lula, contraposto à benevolência no tratamento de temas espinhosos relacionados aos seus adversários". O jornalista Maurício Dias, colunista de Carta Capital, expressa opinião semelhante ao dizer, traçando um paralelo entre a grande imprensa brasileira e a FOX News (acusada pela diretora de Comunicações da Casa Branca de operar "como um setor de comunicações do Partido Republicano") que a mídia brasileira é dirigida por uma única orientação: "o candidato do PT não pode vencer". Críticas semelhantes foram feitas pelo jornalista Mário Prata em entrevista ao Diário de Natal: "A imprensa brasileira está podre. Os grandes jornais, as coisas que são consideradas grande imprensa no Brasil, como Folha de S.Paulo, Globo, Estadão, Jornal Nacional, Veja, para mim são piadas. Todos esses que eu citei têm ódio do Lula, é um ódio doentio, é uma coisa que me dá medo. Outro dia peguei o Estadão e tinha oito chamadas na capa falando mal do governo, algumas coisas que ocorreram há sete anos. Meu filho casou-se agora com uma repórter da editoria de política do Estadão, e o Serra ligou para ela antes do casamento. "Julia, eu soube que você vai se casar, mas você não vai ter lua de mel, né? Você não pode ter lua de mel agora." Por aí você vê como Serra está dentro do jornal." Em entrevista concedida ao portal Terra, Cláudio Lembo, vice-governador de São Paulo eleito pela coligação PSDB-DEM e governador desse estado entre março e dezembro de 2006 (após a renúncia de Geraldo Alckmin para concorrer à presidência), também criticou o engajamento político da imprensa no contexto da eleição presidencial brasileira de 2010:
"A mídia está engajada, tem um candidato que é o Serra e com isso se perdeu o equilíbrio, vem o desequilíbrio, é desse embate que nasce a intranquilidade... mas ela é transitória. Havendo só um grande vencedor no pleito, que é o movimento social, e estando a mídia engajada como que está... disso nasce essa intranquilidade."
Em 30 de setembro de 2010 o periódico francês Courrier International publicou uma matéria sob o título "Une presse très remontée contre Lula" (Português: Uma imprensa muito reunida contra Lula), em que opina que o presidente Lula enfrentaria uma oposição por parte da imprensa liderada por quatro grupos: Folha de S.Paulo, Grupo Abril, O Globo e O Estado de S. Paulo. Composição: Conforme a opinião daqueles que se utilizam do termo, seriam três as famílias que manipulariam a opinião pública, dominariam e condicionariam o noticiário de todo o país, através dos seus órgãos de imprensa: os Marinho (Organizações Globo), os Frias (Grupo Folha) e os Mesquita (Grupo Estado). Estas três famílias controlam alguns dos principais órgãos da imprensa no Brasil, tais como os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, e o portal UOL. Também são incluídos os Civita (Grupo Abril), que publicam a revista Veja. Paulo Henrique Amorim também limitou a esses quatro grupos a composição do "PIG" em entrevista à revista Imprensa em junho de 2011. A internet e o PIG:
Para o jornalista e escritor Fernando Soares Campos, "sem a internet, dificilmente Lula teria sido eleito; se fosse, não assumiria; se assumisse, teria sido golpeado com muita facilidade. O PIG é forte, é Golias, mas a internet [está] assim de Davi!". Para Campos, a existência da Internet interferiria com o monopólio da informação por parte dos grandes grupos midiáticos, e essa interferência dificultaria os golpes. Ver também: Manipulação da mídia; Concentração de propriedade da mídia; Agendamento; Espiral do silêncio; Gatekeeping; Visão política de O Estado de S. Paulo; Controvérsias da Folha de S.Paulo; Críticas e controvérsias da revista Veja; Assis Chateaubriand (1º Roberto Marinho e Cidadão Kane) https://pt.wikipedia.org/wiki/Assis_Chateaubriand BBC de Londres e Channel Four: Roberto Marinho, Muito Além do Cidadão Kane https://www.youtube.com/watch?v=s-8scOe31D0 https://youtu.be/s-8scOe31D0 Brasil, 8º País do mundo em analfabetismo, vice-campeão mundial em má distribuição de renda. Sites, Blogs e Redes Sociais Blog da Cidadania | por Eduardo Guimarães http://blogdacidadania.com.br/ Movimento dos Sem Mídia, Acerto de Contas, Agência Brasil, Agência Carta Maior, Altamiro Borges, Azenha, Diário do Centro do Mundo, Blog do Planalto, Blogs Políticos (agregador), Brasil 247, Caros Amigos, Carta Capital, Cloaca News, Cris Rodrigues, Dialógico, Facebook de Eduardo Guimarães, Inclusão Já, Inovação Tecnológica, Jornal Ciência, Juízes para a Democracia, Leandro Fortes, Maria Fro, Max Gonzaga (cantor), Megacidadania, Mello, Miguel do Rosário, O Cafezinho, Muda Mais, Nassif, Jornal GGN, Observatório da Imprensa, Onipresente, Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada, Paulo Moreira Leite, Pedagiômetro, Petrobrás (blog), PNUD – ONU Portal da Transparência, Professor Hariovaldo, Rede Brasil Atual, Renato Janine Ribeiro, Renato Rovai, Revista Fórum, Ricardo Kotscho, Rodrigo Vianna, RS Urgente, Sul 21, The Intercept, Tijolaço, TV Brasil, TV Trabalhadores- TVT, Vermelho, Brasil de Fato, EUA por trás do Golpe - A Geopolítica Internacional Canal Cibele Laura https://www.youtube.com/channel/UCWOr0xH1mSkaZ16yK6f69tQEUA,
 
Marcos Manoel em 26/10/2017 17:02:18
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