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Cidades

Alvo da PF, empresário foi acusado de comandar tráfico em cinco estados

Rogério Siqueira Azambuja teve mandados de prisão e de busca e apreensão cumpridos na manhã de terça-feira

Por Ana Paula Chuva | 20/05/2026 09:15
Alvo da PF, empresário foi acusado de comandar tráfico em cinco estados
Rogério quando foi expulso do Paraguai em 2020 ao ser pego com munições (Foto: ABC Color)

Preso durante a operação Lucis, deflagrada pela PF (Polícia Federal) na terça-feira (19), o empresário Rogério Siqueira Azambuja, há mais de duas décadas tem o nome ligado ao tráfico internacional de drogas, armas e à atuação de organizações criminosas na fronteira de Mato Grosso do Sul e outros estados.

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Rogério Siqueira Azambuja, empresário com histórico de envolvimento no tráfico internacional de drogas e armas desde 2004, foi preso preventivamente em Ponta Porã durante a operação Lucis da Polícia Federal. Na ação, foram apreendidos celulares, dólares e uma pistola. Em Campo Grande, um homem foi preso com arma escondida em gesso. Rogério já havia sido alvo de operações em 2004, 2008 e 2020.

Ontem, Rogério foi preso preventivamente em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, durante a ação conduzida pelo Gise (Grupo Especial de Investigações Sensíveis) da Polícia Federal. Segundo a decisão judicial, ele é investigado por suposta participação em organização criminosa voltada ao tráfico transnacional de drogas entre a cidade sul-mato-grossense e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Segundo o termo de audiência da custódia, a PF  cumpriu mandado de prisão preventiva expedido pela 5ª Vara Federal de Campo Grande, além de mandado de busca e apreensão na residência de Rogério, localizada na Rua João Manoel Cardinal, em Ponta Porã.

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, US$ 1.642 em espécie, um caderno de anotações e uma pistola de pressão calibre .50. O mandado foi expedido no âmbito de investigação que atribui a Rogério os crimes de organização criminosa e tráfico transnacional de drogas.

A ofensiva da PF teve reflexos também em Campo Grande. Em um dos endereços alvo da operação, no Jardim Centro-Oeste, policiais encontraram uma pistola 9 milímetros da marca Smith & Wesson escondida em um compartimento de gesso no quarto da residência. O morador, Gleison de Oliveira, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de uso restrito.

Conforme o auto de apreensão, a arma estava carregada, com 17 munições — 16 no carregador e uma na câmara  pronta para uso. O depoimento dos policiais federais aponta que o imóvel era alvo de mandado expedido pela 5ª Vara Federal de Campo Grande dentro da mesma investigação.

Outro endereço alvo da ação da PF na Capital sul-mato-grossense foi uma casa de alto padrão na Rua Mem de Sá, Bairro Nossa Senhora das Graças. Conforme apurou o Campo Grande News, um homem foi levado pelas equipes no imóvel, mas não há informações de quem seria o investigado.

Alvo da PF, empresário foi acusado de comandar tráfico em cinco estados
Casa na Vila Nossa Senhora das Graças onde PF esteve na manhã de ontem (Foto: Osmar Veiga)

 Histórico

O nome de Rogério aparece em investigações policiais desde pelo menos 2004 quando foi alvo da operação Ciclone, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na ocasião foi deflagrada uma das maiores quadrilhas do tráfico de drogas do Brasil, conforme divulgado naquela época. O grupo criminoso tinha ramificações em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Mato Grosso.

Rogério foi apontado como chefe do bando que teve mais de 320 horas de conversas telefônicas interceptadas pela polícia. Ele era sócio de empresas de importação e exportação, câmbio e turismo. Mas não chegou a ser preso.

O esquema de distribuição da maconha começava pelo Paraguai. A droga chegava ao Rio de caminhão pela Via Dutra, escondida atrás de placas de aço nos caminhões e, quando chegava à cidade, era levada a entrepostos em Copacabana, Jacarezinho, Rocinha e Saquarema (RJ).

Quatro anos depois, a polícia prendeu o empresário em Naviraí, a 359 km de Campo Grande, por causa do esquema criminoso com atuação em 5 estados brasileiros. Ele estava foragido desde 2004. Com ele, a polícia apreendeu armas e veículos.

Na empresa de Rogério, os agentes encontraram uma pistola calibre 38, uma Blazer ano 2000; um Fiat Idea ano 2005; uma Montana ano 2005; um Fiat Palio ano 2005 e um Jet Ski Yamaha. Já na casa do traficante, os agentes apreenderam também 6 relógios de luxo, entre eles um Rolex de ouro. Ele usava nome falso e mantinha negócios de fachada, segundo a Polícia Federal (PF).

Já em 2020, Rogério foi preso na linha internacional entre Brasil e Paraguai no dia 22 de fevereiro transportando 845 munições de calibre 5.56. O empresário estava em um Ford Fusion, com placas de Naviraí, quando foi abordado por policiais paraguaios próximo ao Amambay Cassino, em Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porã.

Em 2023, o juiz Rodrigo Vaslin Diniz sentenciou Azambuja a 10 anos, dois meses e 15 dias de prisão por tráfico internacional de drogas e mais oito anos e nove meses por tráfico internacional de arma de fogo.

Alvo da PF, empresário foi acusado de comandar tráfico em cinco estados
Cartuchos foram apreendidos durante abordagem na linha internacional com Rogério em 2020 (Foto: Capitan Bado)




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