ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JULHO, SEGUNDA  06    CAMPO GRANDE 26º

Cidades

Após 10 meses, TCE libera compra milionária de uniformes para policiais penais

O valor estimado das roupas é de R$ 14,3 milhões, mais que o dobro do que foi apresentado em estudo técnico

Por Lucia Morel | 06/07/2026 13:35
Após 10 meses, TCE libera compra milionária de uniformes para policiais penais
Modelo de uniforme de policiais penais foi regulamentado em lei de fevereiro do ano passado. (Foto: Agepen)

O TCE/MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) liberou a retomada de licitação para a compra de uniformes destinados aos policiais penais da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O TCE/MS liberou a retomada de licitação para compra de uniformes dos policiais penais da Agepen, suspensa desde setembro de 2024 por divergências no planejamento. O valor estimado de R$ 14,3 milhões era mais que o dobro do estudo técnico de R$ 5,2 milhões. Após a agência sanar as irregularidades apontadas, o conselheiro Iran Coelho das Neves autorizou o prosseguimento do certame.

O certame estava suspenso desde setembro do ano passado porque fiscalizações apontaram divergências no planejamento do órgão estadual. Entre elas, o fato de o valor estimado para a aquisição das roupas ser de R$ 14,3 milhões, mais que o dobro do valor apresentado no estudo técnico, que o estimava em R$ 5,2 milhões.

A vistoria inicial feita pela equipe técnica da Corte de Contas havia encontrado falhas na elaboração do edital de compras. Entre os pontos questionados estavam a ausência de previsão da despesa no plano de contratações para o ano de 2026 e a falta de documentos (Mapa de Riscos) que comprovassem a necessidade da quantidade de uniformes pedida.

Os analistas do tribunal também apontaram a falta de um documento específico sobre gerenciamento de riscos e a exigência de comprovantes fiscais acima do que era necessário para a entrega dos produtos. O Ministério Público de Contas chegou a se manifestar pedindo a interrupção do certame por meio de liminar.

Em resposta aos apontamentos, a direção da agência prisional enviou documentos mostrando que o quadro atual conta com 1.815 servidores ativos. A margem para atingir o teto de 2.400 conjuntos foi fundamentada com um pedido oficial enviado ao governo para a abertura de concurso público com mil novas vagas.

Para resolver a falta de previsão no planejamento anual, a agência comprovou a abertura de um processo administrativo junto à SAD (Secretaria de Estado de Administração). O objetivo do pedido é atualizar a planilha de compras do Estado com a lista detalhada e os valores dos novos acessórios.

Em relação ao gerenciamento de riscos, a decisão indicou que a legislação nacional define o documento como opcional para a aquisição de bens comuns. O conselheiro relatou que os termos de referência e as regras de fiscalização do edital já trazem os mecanismos para evitar problemas na entrega.

A última exigência foi sanada com a correção do documento de regularidade fiscal, restringindo a cobrança aos impostos ligados ao fornecimento.

O relator, conselheiro Iran Coelho das Neves, autorizou o prosseguimento registrando que, "considerando a suspensão administrativa vigente e a garantia de que as alterações processuais terão a devida publicidade e reabertura de prazos, resguardando a ampla competitividade, conclui-se pelo saneamento da irregularidade".

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.