Disputa por herança pode ter causado morte de filha de ex-vereadora
Suspeito teria mandado matar vítima após pedido de reconhecimento de maternidade

A principal linha de investigação sobre o assassinato de Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, é uma possível disputa por herança envolvendo a família da vítima. Ela foi encontrada morta dentro da casa onde morava, no dia 29 de junho, em Ribas do Rio Pardo, a 98 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Dois homens foram presos suspeitos de matar Maria José de Oliveira Beserra, 70 anos, encontrada morta em sua casa em Ribas do Rio Pardo em 29 de junho. A principal linha de investigação aponta disputa por herança: Fábio Fogaça, 45, teria mandado executar a vítima, filha adotiva da primeira vereadora do município, após ela pedir reconhecimento de maternidade. Rogério Silva, 37, foragido desde 2019, é apontado como executor.
Fábio Santos Fogaça, de 45 anos, e Rogério Nascimento da Silva, de 37, foram presos suspeitos do crime. Conforme apurado pelo Campo Grande News, Fábio teria mandado matar Maria José e prometido dinheiro a Rogério para executar o crime.
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Maria José era filha adotiva de Magnólia Marques Fogaça, primeira vereadora de Ribas do Rio Pardo. Já Fábio é neto de Magnólia. A investigação apura se o crime tem relação com o fato de Maria José ter pedido o reconhecimento de maternidade, medida que poderia ter reflexos em uma eventual disputa familiar por bens.
A suspeita é que o reconhecimento formal da relação entre Maria José e Magnólia tenha desagradado familiares e motivado o assassinato. Essa, até o momento, é a principal hipótese para o crime, embora outras possibilidades ainda não tenham sido descartadas.
Prisão - Fábio foi preso na manhã desta segunda-feira (6), durante cumprimento de mandado de prisão temporária. Rogério havia sido preso no domingo, em Campo Grande, após cometer outro crime, um roubo com uso de arma branca e restrição da liberdade da vítima. Como já era procurado pela morte de Maria José, contra ele também foi cumprido mandado de prisão preventiva.
De acordo com a Polícia Civil, Rogério é considerado de alta periculosidade, tem antecedentes por homicídio qualificado e estava foragido do sistema prisional. Havia contra ele mandado de recaptura em aberto desde 2019.
As diligências coordenadas pelo delegado Felipe Braga, responsável pelas investigações, reuniram depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e outros elementos de prova. Para a polícia, o cumprimento dos mandados representa avanço importante na elucidação do caso, mas a investigação continua para esclarecer todos os detalhes da motivação, da dinâmica do crime e da participação de cada suspeito.
O corpo de Maria José foi encontrado na manhã de 29 de junho pelo cunhado, que estranhou o fato de ela não aparecer para o café, hábito que mantinha diariamente. A vítima estava dentro da residência, na Rua Benvido Fogaça, no Centro Velho de Ribas do Rio Pardo.
Familiares relataram que nada foi levado da casa, o que reforçou a suspeita de que o homicídio não teria sido motivado por roubo. A ausência de objetos subtraídos passou a ser um dos pontos considerados pela Polícia Civil na apuração da possível motivação familiar.
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