Santa Casa busca família de mulher surda socorrida após acidente na rodoviária
Ela quebrou as duas pernas e precisará de acolhimento e cuidados quando receber alta

A Santa Casa de Campo Grande está em busca de familiares de mais um paciente que chegou ao hospital sem qualquer identificação. É uma mulher surda, de 46 anos, que informou apenas se chamar Luciana.
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A Santa Casa de Campo Grande busca familiares de Luciana, jovem surda de 20 a 30 anos, atropelada por moto em frente à Rodoviária em 5 de junho. Ela quebrou as duas pernas e aguarda acolhimento para receber alta. A paciente se comunica por Libras, pode ser de outro estado e teria um companheiro surdo. Quem a reconhecer deve ligar para (67) 3322-4140.
Assistente social da Santa Casa, Emily Farias conta que ela foi socorrida após sofrer um atropelamento em frente à Rodoviária de Campo Grande, em 5 de junho. "Segundo testemunhas, foi atropelada por uma motocicleta grande", complementa.
A vítima quebrou as duas pernas. Agora está bem, mas não consegue andar. Precisa ficar mais um tempo no hospital por esse motivo. Sua alta médica já está programada, a preocupação é quem irá acolhê-la.
Pode ser de outro estado - Emily explica que a Santa Casa já acionou a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) para investigar dados e a história da paciente por meio de suas digitais.
A suspeita é que ela não seja natural de Mato Grosso do Sul. "Nós solicitamos o exame papiloscópico, mas deu inconclusivo. Isso quer dizer que ela pode ser de outro estado", explica a assistente social.
O intérprete que auxiliou a comunicação com a paciente afirmou à equipe da Santa Casa que a paciente se comunica muito bem por Libras (Língua Brasileira de Sinais) e que chegou até a corrigi-lo sobre um sinal errado.
Pode estar em situação de rua - No momento em que chegou ao hospital, a mulher aparentou estar em situação de rua, diz a assistente social, mas não é possível afirmar com certeza.
Ela não informa onde vivia. A paciente indica que tem um companheiro, também surdo. "Disse que tem um marido com deficiência auditiva, mas não conseguimos encontrá-lo e ele nunca veio aqui visitá-la", continua Emily.
Precisa de cuidados - Luciana precisará de acolhimento em local específico quando for liberada da Santa Casa.
O hospital já acionou a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), que busca uma vaga em residência inclusiva que ofereça suporte médico e terapêutico. "Por conta da mobilidade reduzida, ela não pode ficar num abrigo convencional", justifica a assistente social.
Mas o ideal é que encontre seus familiares e seja acolhida por eles. Se alguém reconhecer a paciente pelas imagens e pela descrição do caso, pode entrar em contato com o setor de Serviço Social, pelo telefone (67) 3322-4140.
Outros pacientes - A Santa Casa já recorreu à imprensa outras vezes para tentar localizar parentes de pacientes.
Atualmente, o hospital tem oito pessoas internadas que receberam alta, mas dependem de vaga em espaço de acolhimento ou da localização de familiares para deixarem o local.

