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Condenada no caso "Táxi da Vovó" muda de prisão para ficar perto da família

Pamela Ortiz de Carvalho, 37 anos, cometeu crime em Campo Grande, mas estava em Corumbá depois de ser ameaçada

Por Marta Ferreira | 08/04/2021 15:47
Pâmela, de blusa azul escura e máscara rosa, ouve a sentença a 21 anos de prisão, dada em 11 de fevereiro. (Foto: Kísie Ainoã)
Pâmela, de blusa azul escura e máscara rosa, ouve a sentença a 21 anos de prisão, dada em 11 de fevereiro. (Foto: Kísie Ainoã)

Depois de quatro meses do pedido feito à Justiça, Pâmela Ortiz de Carvalho, 37 anos, condenada a mais de 20 anos de prisão pelo caso que ficou conhecido como “Táxi da Vovó”, foi transferida para São Gabriel do Oeste, para poder ficar mais perto da família e receber visitas. Embora o crime tenha ocorrido  em Campo Grande, ela estava em Corumbá desde 2019, por motivos de segurança, depois de alegar ter recebido ameaças de morte das companheiras de prisão.

Em novembro do ano passado, a defesa solicitou a mudança para a cidade do norte do Estado, alegando que no presídio de lá, Pâmela vai ficar perto dos parentes, moradores em Rio Negro, a 45 km de distância. A lei brasileira garante ao preso esse direito.

O juiz do caso, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, já havia autorizado a mudança, mas a Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário) só concretizou a transferência duas semanas atrás.

No dia primeiro de março, ofício anexado ao pedido de providências de Pâmela pede informações ao sistema penitenciário estadual sobre a abertura de vaga no presídio para onde ela queria ir.

 A reportagem apurou que Pâmela foi transferida no dia 25 de março, uma quinta-feira, para São Gabriel do Oeste.

Quando estava em Corumbá, ela não vinha recebendo visita do pai. À Justiça, foi justificada falta de condições financeiras para bancar a viagem. São 200 quilômetros de distância.

Condenação –  Na cadeia desde 25 de fevereiro de 2019, a ré foi condenada a 21 anos e seis meses de prisão pelo homicídio da aposentada Dirce Santoro Guimarães, de 79 anos, no dia 23 de fevereiro de 2019.

Conforme a investigação da Polícia Civil, ela se fez de amiga da idosa, passou a transportá-la em seu carro, por isso o nome "Táxi da Vovó", e matou a vítima depois da descoberta de gastos sem autorização no cartão de crédito dela.

Dirce foi morta com pancadas na cabeça no meio-feio e o corpo arrastado para o meio do lixo, no Bairro Indubrasil.

A sentença, dada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, veio após cerca de 8 horas de sessão do julgamento no dia 11 de fevereiro deste ano, perto de o crime completar dois anos.

O represente legal de Pâmela, o defensor público Gustavo Henrique Pinheiro, recorreu da sentença, pedindo reforma por considerar, principalmente, que a dosimetria da pena foi exacerbada. Ou seja, não há contestação sobre a autoria, confessa por Pâmela, mas sim pelo tamanha da pena.

O juiz de primeiro grau negou a reforma da pena adotada, a partir da decisão do júri considerando a ré culpada por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Agora, a apelação aguarda julgamento no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

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