Consulado tenta localizar família de pesquisadora alemã morta em queda de avião
Lydia Möcklinghoff seguia para o Pantanal, onde estudava tamanduás-bandeira há mais de 20 anos
O Consulado-Geral da Alemanha em São Paulo (SP) acionou as autoridades alemãs para localizar a família da pesquisadora Lydia Theresia Möcklinghoff, morta na queda de um avião de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande.
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A informação foi confirmada pelo consulado do país em Campo Grande. Segundo a informação, o órgão entrou em contato com a Polícia Federal da Alemanha, que, por sua vez, está fazendo a interlocução com a polícia da cidade onde vivem os familiares da pesquisadora, para que eles sejam oficialmente informados sobre a morte.
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O acidente ocorreu nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas. Além de Lydia, morreu o piloto da aeronave, Henrique Martin. A pesquisadora seguia para o Pantanal, onde desenvolvia estudos sobre o tamanduá-bandeira.
Lydia Theresia Möcklinghoff era bióloga comportamental, pesquisadora e jornalista alemã, considerada referência nos estudos sobre tamanduás-bandeira. Ela atuava no Pantanal de Mato Grosso do Sul há mais de 20 anos.
Em apresentação publicada no site da ZDF Studios, distribuidora internacional de conteúdo audiovisual da emissora pública alemã ZDF, Lydia é descrita como uma bióloga comportamental natural de Colônia, na Alemanha, que tinha o Pantanal como seu "segundo lar selvagem".
Segundo a publicação, a pesquisadora retornava regularmente à região para estudar tamanduás-bandeira e seu habitat natural. O texto relata que a Fazenda Barranco Alto, em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, servia como base para suas expedições, realizadas a cavalo e de canoa por áreas remotas do Pantanal. Durante os trabalhos de campo, ela monitorava a fauna e registrava espécies como onças-pintadas, araras-azuis, lontras-gigantes e pumas.
Outro vestígio da ligação da pesquisadora com o Brasil foi encontrado no local do acidente. Um exemplar de um livro publicado por Lydia em 2015 estava entre os pertences recolhidos após a queda da aeronave. No texto da obra, a autora informa que morava no país havia nove anos naquela época.
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