Na reta final da campanha, maioria dos candidatos gastou mais do que recebeu
Único concorrente com as contas no azul é o petista Fábio Trad (PT)

Na reta final da campanha eleitoral, a maioria dos candidatos ao governo do Estado gastou mais do que recebeu. O único que está com as contas no azul é o candidato petista, Fábio Trad (PT). Segundo dados disponíveis na Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (17), apenas cinco dos oito concorrentes prestaram contas, o que significa que três ainda estão com as contas zeradas.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Na reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul, a maioria dos candidatos ao governo gastou mais do que arrecadou. João Henrique Catan (Novo) teve déficit de 173%, com despesas de R$ 195 mil ante receita de R$ 71 mil. Eduardo Riedel (PP) gastou R$ 4,3 milhões, o dobro do arrecadado. Fábio Trad (PT) é o único no azul, com saldo de R$ 599 mil. Três candidatos ainda não prestaram contas.
O deputado estadual e candidato ao governo do Estado, João Henrique Catan (Novo), foi o que mais gastou em relação à arrecadação. Catan recebeu R$ 71.468,01 até o momento. Deste total, R$ 33 mil vieram do fundo partidário, R$ 20 mil foram doados pelo candidato a vice da chapa, Antônio João Coimbra Jacintho, e R$ 16.088 são de financiamento coletivo.
- Leia Também
- Com menos abraços e mais caixas, comitês mudam na era das redes sociais
- Em noite de protagonismo feminino, mulheres de direita debatem política em MS
Já os gastos do candidato do Novo somam R$ 195.146,49. O valor é 173% maior do que a receita. Entre os gastos, mais da metade é com serviços técnicos, sendo R$ 55 mil para serviços advocatícios e R$ 55 mil de serviços contábeis. O candidato ainda gastou R$ 37.635 com materiais impressos, R$ 12.750 com locação de imóvel para o comitê e R$ 9.300 com impulsionamento nas redes sociais.
O governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), teve o segundo maior gasto com campanha. As despesas do progressista somam R$ 4.337.730,97, o dobro dos R$ 2.158.250,00 que foram arrecadados até o momento. Segundo a prestação de contas, além dos R$ 1.370.000,00 do fundo partidário do PP, Riedel também recebeu R$ 500 mil do fundo partidário do Cidadania e R$ 14.250 do fundo partidário do PL. O governador ainda recebeu R$ 260 mil em doações de pessoas físicas.
O maior gasto da campanha foi com impulsionamento de conteúdo em redes sociais. Ao todo, foram gastos R$ 1.069.000,00. Os gastos com serviços advocatícios aparecem na sequência, com R$ 1 milhão gasto com três prestadores de serviços, dois receberam R$ 350 mil e o terceiro recebeu R$ 300 mil. Outra despesa relevante da campanha progressista é com cabos eleitorais. Ao todo, foram gastos R$ 707 mil, com o pagamento de R$ 810,00 para 873 pessoas.
O terceiro maior gasto é do ex-senador e candidato ao governo, Delcídio Amaral (PRD), que tem R$ 101.150,00 em caixa. Deste total, R$ 91 mil foram destinados pelo partido e R$ 10.150,00 foram doados pelo diretor administrativo da Sescon-MS (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), Ozair dos Santos Barbosa.
Já os gastos de Delcídio somam R$ 171.153,00. De acordo com a prestação de contas, o candidato destinou 58% das despesas a serviços técnicos, sendo R$ 40 mil para serviços contábeis e R$ 60 mil para assessoria jurídica de dois prestadores diferentes. Entre os gastos, ainda há destinação de R$ 20 mil com despesas com pessoal, R$ 15 mil com operação de mídia paga e de inteligência estratégica de distribuição digital, R$ 11 mil com edição e pós-produção de vídeos e R$ 10 mil com impulsionamento de redes sociais.
O único candidato que disputa o governo com as contas no azul é o petista. Trad arrecadou R$ 3.748.749,30. Quase 100% do valor veio do fundo partidário do PT. Deste total, 84% já foram gastos, o que significa que o petista terá apenas R$ 599 mil para gastar na reta final da campanha.
De acordo com a prestação de contas parcial, dos R$ 3.149.014,34 gastos, R$ 1.500.000 foram com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo e R$ 715 mil foram para programas de rádio, televisão ou vídeo. O petista ainda gastou R$ 225 mil em serviços advocatícios e R$ 223 mil com materiais impressos.
Já o candidato ao governo pelo PSOL, Lucien Rezende, declarou apenas o que arrecadou. Segundo a prestação de contas, Lucien recebeu R$ 90 mil do fundo partidário do PSOL.
Sem nada – Na outra ponta da prestação parcial estão Daniel Lemes (PCO), Jeferson Bezerra (Agir) e Renato Gomes (DC), que até a consulta não haviam apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

