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Cidades

Feriadão em outubro já causa preocupação em autoridades da saúde de MS

Covid-19 segue registrando números que deixam os especialistas de saúde pública em alerta em Mato Grosso do Sul

Por Nyelder Rodrigues e Ana Paula Chuva | 26/09/2020 21:38
Temor é que feriado prolongado faça com que situação piore (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Temor é que feriado prolongado faça com que situação piore (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Taxa de contágio voltando a aumentar, isolamento continuando baixo e mortes que não cessam. A covid-19 está longe de ser uma triste lembrança e segue sendo uma dura realidade para toda a humanidade, não sendo diferente em Mato Grosso do Sul. Uma das principais preocupações das autoridades são os feriados, em especial os prolongados.

E mais um período vem aí: dias 10, 11 e 12 de outubro, que vão formar um feriado prolongado (sábado, domingo e segunda-feira) que já vem deixando as autoridades em alerta, como revelam membros das SES (Secretaria Estadual de Saúde) e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

"Claro que quando vamos testando todas as pessoas, temos aumento no número de casos, mas não estamos em uma estabilidade segura. O número de óbitos ainda está alto, com sete por dia em media, e já estamos preocupados com o feriado de outubro", explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.

Ela fez o comentários durante audiência pública transmitida ao vivo pelo YouTube e realizada de forma remota pela Escola Superior da Defensoria Pública, ontem (25). Além dela, participaram autoridades da educação e a secretária adjunta da SES, Crhistinne Maymone.

"Acreditamos que estamos na mesma onda, não estamos na segunda onda como na Europa. Mas já vimos muitas pessoas que, independente do conhecimento, grau econômico, ficam em exposição e se colocam em risco. Além disso, estão aumentando a taxa de contágio", diz a secretária adjunta da SES, que prosseguiu sua fala.

"Sei que é difícil, não é fácil, muitas pessoas não fizeram adesão ao uso adequado da máscara e da cultura da limpeza. É próprio do nosso povo também os abraços e beijos, acolhimento. Isso para nós é uma das dificuldades em relação ao controle da doença. As pessoas precisam entender que a doença não acabou, estamos em um estágio alto e estável", conta Crhistinne.

Já na live da SES deste sábado (16), a secretária adjunta e o titular da pasta, Geraldo Resende, voltaram a comentar sobre a necessidade das pessoas voltarem a ficar em alerta. Geraldo relembrou que parte dos casos que estão aparecendo agora, em crescimento, estão relacionados ao feriado de 7 de setembro, com mais aglomerações e festas.

No meio da semana, em entrevista na prefeitura, o chefe da Sesau, José Mauro Filho, também fez um alerta à população para que os cuidados com a biossegurança sejam devidamente tomados, pois os números ainda preocupam, estando apenas estabilizados, mas ainda altos.

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