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Cidades

Mesmo com queda, Campo Grande tem a 6ª cesta básica mais cara do País

Tomate caiu 27,09%, maior recuo entre as capitais, mas 8 dos 13 alimentos pesquisados subiram, mostra Dieese

Por Mylena Fraiha | 10/09/2026 14:09
Mesmo com queda, Campo Grande tem a 6ª cesta básica mais cara do País
Tomate em setor de hortifrúti de supermercado; em Campo Grande, o item teve o maior recuo entre as capitais (Foto: Arquivo/Campo Grande News).

Mesmo com a queda de 0,49% registrada em agosto, Campo Grande continua com a sexta cesta básica mais cara entre as 27 capitais brasileiras. O conjunto de alimentos custou R$ 805,13 no mês, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

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Campo Grande registrou queda de 0,49% na cesta básica em agosto, que custou R$ 805,13, mas segue como a sexta mais cara entre as 27 capitais, segundo o Dieese. No ano, o acumulado chega a 3,77% de alta. O trabalhador com salário mínimo comprometeu 53,70% do rendimento com os alimentos. O tomate teve o maior recuo, de 27,09%, enquanto a banana liderou as altas, com 9,03%.

O valor ficou abaixo apenas dos registrados em São Paulo (SP), Cuiabá (MT), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). São Paulo apresentou a cesta mais cara do país, a R$ 900,59, enquanto Aracaju (SE) teve o menor custo, de R$ 558,16. A diferença entre os dois extremos foi de R$ 342,43.

Apesar do recuo mensal, a cesta básica acumula alta de 3,77% em Campo Grande desde o início de 2026. Na comparação com agosto do ano passado, o aumento chega a 4,73%, segundo o levantamento do Dieese.

Para o trabalhador remunerado pelo salário mínimo, a compra dos alimentos básicos comprometeu 53,70% do rendimento líquido em agosto. Também foram necessárias 109 horas e 16 minutos de trabalho para adquirir a cesta, tempo 10 horas e 39 minutos superior à média nacional, de 98 horas e 37 minutos.

Dos 13 produtos pesquisados na Capital, oito ficaram mais caros em agosto. A banana apresentou a maior alta, de 9,03%, seguida pelo leite integral, com 7,42%, e pela carne bovina de primeira, com 4,81%. Também aumentaram os preços do arroz agulhinha (3,46%), óleo de soja (1,43%), farinha de trigo (1,40%), manteiga (1,08%) e açúcar cristal (1,06%).

As quedas mais expressivas ocorreram no tomate, de 27,09%, e na batata, de 20,10%. O recuo do tomate em Campo Grande foi o maior registrado entre todas as capitais pesquisadas. Também ficaram mais baratos o feijão-carioca (-5,09%), o café em pó (-1,63%) e o pão francês (-0,44%).

Na comparação com agosto de 2025, a batata acumula alta de 39,42%, seguida pelo feijão-carioca, com 31,04%, e pela carne bovina, com 10,26%. No sentido contrário, o açúcar cristal ficou 28,75% mais barato, o café em pó recuou 18,23% e o arroz apresentou redução de 9,50%.

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