Família de aluno morto em universidade diz viver “estado de choque”
Felipe perdeu a mãe em agosto do ano passado e nove meses depois, é ele quem se despede
O jeito carinhoso e doce do irmão Felipe Gebra Pasquini vai ficar sempre na memória de Mariana, 6 anos mais velha que ele, que, junto com o pai, recebeu em Araçatuba (SP) a notícia nunca imaginada: a morte de Felipe, com apenas 20 anos e muitos planos. Sem nenhuma outra doença conhecida que possa explicar o mal súbito de hoje, a irmã diz que a família está em choque.
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Felipe Gebra Pasquini, de 20 anos, estudante de Engenharia de Energia da UFGD, morreu após passar mal em sala de aula em Dourados. Ele apresentou cianose e parada cardíaca, sendo socorrido por colegas e pela equipe de saúde da universidade, mas não resistiu. A família, que perdeu a mãe para um câncer nove meses antes, está em choque. A UFGD suspendeu atividades e decretou luto oficial de três dias.
“Ele gostava muito do curso, estava empolgado e se programando para começar um projeto de iniciação científica e já planejava fazer estágio”, conta ela sobre as últimas conversas com ele. Estudante de Engenharia de Energia, Felipe perdeu a mãe em agosto do ano passado, vítima de um câncer. Nove meses depois, é ele quem se despede da família.
“O que os médicos disseram é que ele teve um infarto agudo. Eu ainda estou na negação, assimilando tudo, porque a gente tinha uma ligação muito forte. A minha mãe tinha câncer, a gente também não esperava que ela morresse, mas tinha uma causa, algo conhecido, agora não”, relata emocionada.
A namorada dele, que também estuda na UFGD e com quem estava há três anos, contou que há algumas semanas Felipe sentiu algumas pontadas no peito e uma consulta com cardiologista ficou de ser marcada, mas não deu tempo.
Para Mariana, que é psicóloga formada na Federal da Grande Dourados, o que fica “é a doçura dele, a ingenuidade". Ele enxergava a vida sem maldade, sem malícia, acreditava sempre que as coisas iam dar certo e resolvia as coisas com calma. Pra mim é esse o legado do Felipe, o de ser sempre carinhoso e doce”.
Socorro - Felipe começou a passar mal ainda em sala de aula, antes de ser socorrido e acabar falecendo, conforme comunicado da universidade publicado em seu site oficial. Nele, é revelado que ele teve um mal súbito durante uma aula e os colegas acionaram a DISCE (Divisão de Saúde Comunitária e Estudantil), antes da chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
O caso começou por volta das 9 horas quando informaram a enfermagem de que um aluno havia desmaiado e ao chegarem, já identificaram o estudante em estado grave, apresentando cianose central (arroxeamento dos lábios) e respiração irregular.
Com isso, até a chegada do Samu, foram feitos vários procedimentos: avaliação clínica, monitoramento contínuo, verificação glicêmica capilar, obtenção de acesso venoso periférico, manutenção das vias aéreas e manobras de reanimação cardiopulmonar.
Assim que a ambulância chegou, foi dada continuidade ao atendimento e ele foi encaminhado ao Hospital da Vida, acompanhado de um enfermeiro da faculdade. Lá, foi constatado o óbito.
“A situação causou profunda comoção na comunidade universitária. Em sinal de respeito e luto, a UFGD suspendeu as atividades acadêmicas nesta sexta-feira e decretou luto oficial de três dias”, detalha o comunicado.
Antes de ser trasladado a Araçatuba, onde nasceu, uma breve cerimônia de despedida será realizada no auditório da faculdade. O Campo Grande News também presta condolências.
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