Polícia indicia 6 por morte de jovens de MS em “tribunal do crime” no MT
Investigados também vão responder pela nova lei contra facções ultraviolentas

A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito sobre o triplo homicídio que matou Wagner Felipe Rocha Viana, de 20 anos, Wilquison Eduardo Rocha Viana, de 23, e Breno Gabriel Soares Cabral, de 21, em Campo Novo do Parecis (MT). Os três eram de Campo Grande e haviam viajado ao município para trabalhar na montagem de estruturas.
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Ao todo, seis pessoas foram indiciadas por ligação direta com o crime, sendo quatro maiores de idade e dois adolescentes. Conforme a investigação, as vítimas foram sequestradas e executadas por integrantes de uma facção criminosa. Depois, os corpos foram ocultados em uma área de mata e encontrados pela polícia três dias após o desaparecimento.
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Segundo a Polícia Civil, dois adultos estão presos, um adolescente foi apreendido e outros três suspeitos seguem foragidos. A delegacia representou pela prisão preventiva dos investigados que ainda não foram localizados.

O Ministério Público (MP) já denunciou 3 dos autores por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de adolescentes e por integrar uma organização criminosa ultraviolenta.
Os fatos também foram enquadrados na nova Lei nº 15.358/2026, relacionada ao combate às organizações criminosas ultraviolentas.
O crime aconteceu em abril. Conforme já divulgado pelo Campo Grande News, Wagner, Wilquison e Breno desapareceram após saírem de um alojamento onde estavam hospedados para trabalhar em Campo Novo do Parecis. Os corpos foram encontrados em uma vala na zona rural do distrito Marechal Rondon.
Na época, o delegado Guilherme Kaiper informou que o caso estava ligado à atuação de facções criminosas e que os jovens teriam sido submetidos a um “tribunal do crime” após despertarem desconfiança por serem de fora da cidade.
A mãe de Wagner e Wilquison, Rubineia Rocha dos Santos, negou que os filhos tivessem envolvimento com facção criminosa e cobrou respostas das autoridades. Ela disse que os dois haviam viajado para trabalhar e que a família ainda tentava entender o que motivou as mortes.
Segundo a Polícia Civil, a localização rápida dos corpos e a identificação dos envolvidos representam uma resposta às famílias das vítimas. O caso agora segue para responsabilização dos indiciados na Justiça.
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