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Cidades

“Não teve auditoria em hospitais”, contesta secretário sobre dados da Capital

Já prefeito lembra que os números são públicos, do Denasus, mas referentes apenas à Santa Casa

Por Ângela Kempfer e Guilherme Correia | 23/06/2021 11:56
Secretário Geraldo Resende em evento em maio no Hospital Regional. (Foto: Arquivo)
Secretário Geraldo Resende em evento em maio no Hospital Regional. (Foto: Arquivo)

O secretário de Saúde, Geraldo Resende, voltou a contestar os números apresentados pela prefeitura de Campo Grande sobre lotação de UTIs na Capital. Segundo os dados municipais, 63% dos pacientes internados na cidade são de outros locais.

Segundo Geraldo, não há notícias de auditoria alguma em hospitais. "A gente viu matérias em alguns meios de comunicação. Não são verdadeiras. Elas têm uma narrativa muito estranha, através de uma auditoria, não temos conhecimento de nenhuma auditoria feita em hospitais da Capital. Pedimos aos municípios que nos remeta esses números".

Geraldo garante que “números que temos de UTI covid desde o ano passado, toda a taxa de ocupação de leitos na Capital é de 88% de pacientes residentes em Campo Grande. Os outros 12% são da microrregião de Campo Grande e da macrorregião de Campo Grande."

Ontem o Estado omitiu números de junho, período alvo da auditoria divulgada pela prefeitura. Hoje, apresentou os dados globais de 20 dias deste mês. "No mês de junho, 92,8% dos pacientes que deram entrada em hospitais de Campo Grande com sintomas respiratórios graves e com suspeita de ser covid, eram da própria Capital".

Ele também disse estar indignado com os dados apresentados pela Capital e repetiu que "por legislação e pactuação, o município de referência é a Capital. Apenas 0,7%, menos de 1%, dos pacientes que ocupam leitos UTI em quaisquer hospitais de Campo Grande provém de regiões que Campo Grande não é sua referência. Por isso rechaçamos e pedimos aos meios de comunicação que qualquer dado a ser publicado estamos fornecendo transparência. Quem nos encaminha esses dados é uma equipe qualificada e técnica e queremos aqui mostrar nossa indignação”

Sem dar nomes, o secretário diz que a prefeitura anda recorrendo a fontes não especializadas. "É inverídico, falacioso dizer que Campo Grande está atendendo 60% dos leitos de UTI são preenchidos por pessoas do interior. Infelizmente alguns seguiam alguns especialistas em outros setores que não na área de saúde. Nós nos guiamos na equipe técnica e especialistas de renome estadual e nacional".

Outro lado - O prefeito Marquinhos Trad disse que não há dúvidas sobre a auditoria, porque foi feita pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS - Ministério da Saúde). A diferença primordial nessa diferença entre números é que os dados da prefeitura são apenas da lotação na Santa Casa. "Mas mesmo que Hospital Regional e HU tivessem 100% de pacientes de Campo Grande, o que não é verdade, não chegaríamos a 92,8%", contesta.

“Se alguém está contestando, tem de ligar para auditores do Denasus que é um órgão federal”, comenta o prefeito.

Mato Grosso do Sul confirma, desde o início da pandemia, 7.915 óbitos e 327,2 mil casos de coronavírus, sendo que 3.299 vítimas e 116 mil infectados são de Campo Grande.

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