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Cidades

Novamente sob fiança de R$ 80 mil, TJ manda soltar sucessor de Minotauro

No mês passado, Ederson Salinas teve o nome relacionado à execução do jornalista Leo Veras

Aline dos Santos | 11/03/2020 10:35
Ederson Salinas foi preso em 19 de janeiro após briga de trânsito em Ponta Porã. (Foto: Reprodução)
Ederson Salinas foi preso em 19 de janeiro após briga de trânsito em Ponta Porã. (Foto: Reprodução)

O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) concedeu liberdade, mediante pagamento de R$ 80 mil, para Ederson Salinas Benitez, também conhecido como Salinas Riguaçu, apontado como sucessor do narcotraficante Sérgio de Arruda Quintiliano Netto, o Minotauro, liderança da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele foi preso em 19 de janeiro após briga de trânsito em Ponta Porã. O habeas corpus foi concedido ontem (dia 10) pela 2ª Câmara Criminal e os desembargadores estabeleceram medidas cautelares.

Ederson Salinas deve comparecer mensalmente em juízo para comprovar o endereço, não pode se ausentar da comarca sem prévia comunicação, permanecer em casa no período noturno e pagar fiança.

A decisão foi comunicada na manhã de hoje à 2ª Vara Criminal de Ponta Porã. O juiz Marcelo Guimarães Marques determinou a expedição do alvará de soltura após o pagamento da fiança. A primeira audiência do processo por crimes do sistema nacional de armas foi agendada para 28 de abril.

Na manhã desta quarta-feira, ele segue na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), para onde foi transferido de helicóptero em 21 de janeiro, por medida de segurança.

Briga e armas - Na noite de 19 de janeiro, um domingo, na Avenida Brasil, em Ponta Porã, policiais do Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro) flagraram Salinas, armado com pistola calibre 380, discutindo com Fábio Lopez Vilhalva, armado com pistola calibre 9 mm.

Além deles, também foi preso o cunhado de Ederson Salinas, Rodrigo Antunes Flores, que dirigia a Toyota SW4 e, segundo os policiais, estava em visível estado de embriaguez.

Na delegacia, Edson e o cunhado disseram que o motorista do Gol emparelhou com a SW4, apontou uma arma para eles e fugiu. Após perseguição, a briga evoluiu para ameaças, mas foi interrompida pela polícia. Fábio alegou que começou a ser seguido depois de forçar ultrapassagem e foi ameaçado por Salinas Riguaçu.

Ederson Salinas, Rodrigo Flores e Fábio Vilhalva foram denunciados por posse ilegal de arma. Na sequência, a Justiça decretou fiança de R$ 80 mil, valor pago por Salinas. No entanto, o juiz voltou atrás na decisão ao ser informado pela promotoria de que ele tinha apresentado identidade falsa às autoridades.

O juiz remeteu a denúncia de uso de documento falso e falsidade ideológica contra Salinas Riguaçu à Justiça Federal de Ponta Porã.

Execução - No mês passado, Ederson Salinas teve o nome relacionado à execução do jornalista Lorenço Veras, ocorrida em 12 de janeiro, em Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã.

Segundo a polícia paraguaia, a ordem para a morte partiu de Salinas. A suspeita de é que jornalista tenha alertado policiais brasileiros sobre uso de documento falso pelo preso.

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