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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/06/2012 09:35

A cada livro lido, pena de internos do presídio federal terá redução de 4 dias

Aline dos Santos

Biblioteca da penitenciária de Campo Grande tem 3 mil livros e dois mil títulos

A cada livro lido, os presos do sistema penitenciário federal terão direito à remição de quatro dias de pena. A redução do tempo atrás das grades pela leitura foi oficializada nesta sexta-feira, por meio de publicação de portaria do Depen (Departamento Penitenciário Federal).

A participação do preso no projeto “Remição pela Leitura” será de forma voluntária. Cada penitenciária federal terá que ter uma biblioteca com, no mínimo, 20 exemplares de cada obra a serem trabalhadas no projeto.

O preso terá o prazo de 21 a 30 dias para leitura de uma obra literária, apresentando ao final deste período uma resenha a respeito do assunto, possibilitando, segundo critério legal de avaliação, a remição de quatro dias de sua pena e ao final de até 12 obras lidas e avaliadas, terá a possibilidade de remir 48 dias, no prazo de doze meses.

A resenha será avaliada por uma comissão e a remição será aferida e declarada pelo juiz federal corregedor, ouvidos o Ministério Público Federal e a defesa. A direção da penitenciária encaminhará ao juiz cópia do registro de todos os presos participantes do projeto, com informação referente ao item de leitura de cada um deles. O sistema penitenciário federal tem unidades em Campo Grande, Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Catanduvas (PR).

Leitores - Em Campo Grande, a remição de pena já era adotada. “O preso não tem direito a rádio, televisão. Então, por semana, são oferecidos cinco exemplares de livro e cinco exemplares de revista para cada interno”, afirma o diretor-substituto da penitenciária federal, Rodrigo Almeida Morel.

De acordo com ele, a remição de pena pela leitura obedece à legislação. Até então, a cada livro resenhado, eram reduzidos três dias da pena. A direção não divulga números dos leitores nem o nome do mais assíduo, porém, informa que o programa tem boa aceitação ente os internos.

A biblioteca do presídio tem 3 mil livros e dois mil títulos. Conforme o diretor-substituto, há controle para que só entrem títulos com “conteúdo adequado ao sistema”. São vetados textos que incitem a violência ou que forneça, por exemplo, orientações sobre táticas de guerrilha. São permitidos livros religiosos, bíblicos, romances e ficção.

Os presídios federais são destinados a presos de alta periculosidade. Agora no Rio Grande do Norte , o traficante Fernandinho Beira-Mar era um dos mais assíduos leitores em Campo Grande. Hoje, cumprem pena na Capital presos como o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, e João Arcanjo Ribeiro, apontado como um dos chefes do crime organizado em Mato Grosso.



É piada isso! Qual professor não vai aceitar a resenha do Beira-mar?
 
João Dias em 10/06/2013 16:19:41
Isso e uma pouca vergonha, o preso deveria trabalhar para pagar sua alimentação e pela cela. E não nós trabalhadores.
Já trabalhei na empresa que fornece alimento para os presos e de qualidade , simples mas e boa.
 
Katiuscia Ribeiro da Silva em 23/06/2012 06:36:14
Bonito se eu não trabalhasse seria capaz de ler um livro por dia: 1 mes = 120 dias. Preso deveria ser obrigado a trabalhar, a estudar, se qualificar e a alimentação deveria ser diferente das prisões paraguaias em vez da folha de couve, folha de repolho. Queria ver o peão voltar. Aqui, somos vítimas duas vezes. 1° rouba o nosso trabalho, depois somos obrigados a trabalhar para sustentá-los.
 
maria vieira em 22/06/2012 11:44:20
quando meu pai foi preso no paraguay cafe da manha era uma folha de couve fervida com um pao seco isso tambem era no almoço e no jantar era proibido levar comida para ele , de dia todos de sua cela iam para uma pedreira quebrar pedra para colocar nas ruas da cidade quem ja foi la deve ter visto, ficou 5 dias preso quando saiu nunca mais cometeu erros nenhum com medo de voltar pra la novamente
 
fernando abreu em 22/06/2012 11:22:12
O incentivo a leitura é maravilhoso, pois ler ocupa e desenvolve a mente. Um ser humano preso tem direito a leitura. As pessoas querem educação e os que mais necessitam são estas pessoas que acabaram no lugar onde só tem histórias tristes pra contar. Existem bibliotecas públicas pra todos, não é injustiça, só a educação transformará as pessoas. Reabilitar para a vida de preferência fora do crime!
 
Tereza Souza de Arruda em 22/06/2012 06:05:02
5 livros e 5 revistas por semana ? As vezes dá vergonha de ser honesto neste pais. Preso come melhor que muito trabalhador brasileiro e de graça. Ganha mais que muita gente no auxilio reclusão que é R$ 915,05 – Portaria nº 02, de 6/1/2012, pois o coitadinho não pode trabalhar para sustentar a familia. Tem advogado de graça e defensor de direitos humanos enfim ... é Brasil
 
jose batista em 22/06/2012 03:39:50
Simplesmente absurda e fantasiosa tal iniciativa. Por que então não fazer com que o preso "atenue sua pena" com trabalho social? Que vantagem terá a sociedade com esse projeto?
 
Fernando Silva em 22/06/2012 02:24:48
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