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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/03/2013 18:19

Atendimento no Hospital do Câncer é mantido após denúncias e prisão

Nadyenka Castro

Denúncias. Prisão. Corrupção. Tudo isso envolvendo a direção do Hospital do Câncer, em Campo Grande. Apesar de a situação ser grave, o atendimento aos pacientes está garantido. A garantia é de integrantes do Conselho Curador do Hospital do Câncer.

A partir de 2011, a pedido do Conselho, o MPE (Ministério Público Estadual) participa de reuniões do grupo e faz orientações. O resultado desse trabalho foram as denúncias do emprego de familiares do diretor-geral da Fundação Carmem Prudente, que administra a instituição, Adalberto Abrão Siufi ; pagamento de paciente morto e superfaturamento no pagamento.

A ação do MPE tem aproximadamente 600 páginas e pede o afastamento de Adalberto, que é alvo também de investigação do MPF (Ministério Público Federal) e PF (Polícia Federal). Os órgãos apuram esquema de corrupção envolvendo o HU (Hospital Universitário) de Campo Grande, Hospital do Câncer a clínica Neorad, que pertence a Adalberto.

Nesta terça-feira, a PF deflagrou a operação Sangue Frio, que resultou na apreensão de R$ 100 mil na casa do médico e de quatro armas de fogo. Como ele não tem autorização para estar com as armas, foi autuado em flagrante e solto após pagamento de R$ 30.510 em fiança.

Apesar da situação crítica, o empresário Carlos Alberto Moraes Coimbra, integrante do Conselho Curador, garante que os pacientes que já são atendidos pelo hospital e os novos não terão que procurar outro local para tratamento. “Os atendimentos não serão prejudicados”, disse.

De acordo com o conselheiro, caso a Justiça determine o afastamento da atual direção, o Conselho irá indicar novos nomes “isentos” e irá trabalhar para “um novo tempo” para o Hospital do Câncer. “As vezes é preciso acontecer essas coisas para estabelecer um novo tempo”, disse.

O “novo tempo” que o conselheiro se refere é de transparência nas finanças do hospital, contratação de profissionais e melhorar as condições de trabalho dos funcionários.

Sobre as doações que o hospital recebe, o empresário diz que, diante das denúncias, é normal a população ficar “incrédula” e “questionar.” Mas, Carlos Alberto ressalta que mudanças devem acontecer e que o hospital precisa do dinheiro doado. “O Hospital conta com ajuda da população. O Hospital conta e precisa das doações”. Ele finaliza dizendo que “os recursos serão bem empregados”.



É estarrecedor ler notícia do gênero. Espero que tudo seja satisfatoriamente esclarecido, e se confirmar as suspeitas que os responsáveis sejam exemplarmente punidos, e que sejam devolvidos aos cofres da Fundação recursos que se comprovaram desviados.
 
Daniel Sanches em 20/03/2013 07:01:28
quantos tiveram que morrer, sofrer cirurgias desnecessárias, ter diagnósticos e protocolos errados para doutor construir sua "magnifica"clinica "doutor samaritano"?
 
ANGÉLICA HARALAMPIDOU em 19/03/2013 22:07:34
Cara de pau, precisa de doação. Por isso que eu falo, esses caras estão acostumados com a impunidade, e se acham acima de qualquer lei e se duvidar se acham acima de DEUS. Tem que confiscar todo o patrimônio dele e cadeia neles. O povo vai estar acompanhando e cobrando das nossas autoridades uma penalidade severa para esses individuos.
 
silvia santos em 19/03/2013 20:54:13
É uma pena que este hospital passe por situações parecidas a todos os locais publicos administrado por pessoas que até fazem bem seu papel, mas que infelizmente a ganancia leva-os ao extremo, envergonha a sociedade e prejudica o andamento de projetos tão bons.
Peço misericordia sobre estas pessoas.
 
Rosa Helena Pereira dos Santos em 19/03/2013 20:07:38
É lamentável, denuncias de corrupcao envolvendo a saúde publica. Se há ilicitude deve ser apurado, porem, e necessário enfatizar os relevantes servicos que o médico Dr. Adalberto prestou a sociedade sul mato grossense, sendo o hospital do cancer referencia no tratamento dessa moléstia, é necessário investigar, sim, com cautela para nao se cometer injustica. Contudo, o fato de dirigir uma entidade que recebe recursos publicos lhe obriga a observar as normas da administracao publica. Pode ter faltado orientacao, mas é possivel fazer um TAC = Termo de Ajustamento de Conduta
 
dalva regina de araujo em 19/03/2013 19:29:44
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